O pequeno fariseu que há em nós
1 - Maio, 2008
Confesso, sou um pequeno fariseu mesmo. A carapuça e o véu servem muito bem quando o assunto é igreja, religião e tradição. A minha paixão e devoção pelas “coisas de Deus” ou pela “obra do Senhor” relacionadas ao trio culto-clero-templo só reforçam o quanto eu gosto de ser fariseu.
Fascinação, devoção e dedicação ao sagrado. Estas eram qualidades dos religiosos da época de Jesus. Zelavam pela sã doutrina protegendo o sistema religioso de Israel contra qualquer vento de doutrina estranha. Naquele tempo, a defesa do sistema religioso dos fariseus era vital para manter a Lei e os Profetas a salvo de renovações, reavivamentos e distúrbios.
Jesus de Nazaré porém faz o inusitado. Ele cumpre as escrituras, a Lei e os Profetas rompendo com o sistema dos fariseus. O sistema dos fariseus perdeu a essência da Lei e dos Profetas quando esqueceram do mais importante mandamento (Rm 13:9). Estavam mais preocupados com a sua agenda recheada de festas e eventos religiosos. Maravilhavam-se com a opulência do Deus de Israel ao contemplar o esplendoroso templo de Herodes e seu sistema religioso doutrinariamente puro.
Não enxergavam ou se quer ouviam o Bom Pastor. Ao invés de entrar na Porta ficavam parados sem dar o primeiro passo em direção ao Cristo. Preferiam julgar e colocar cargas religiosas no próximo ao invés de amá-lo.
A religião é assim mesmo: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
Mt 5-6; Rm 13; Mt 23; Jo 10.
Entry Filed under: Teologando. Etiquetas: fariseus, igreja, Jesus Cristo, religião.
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1.
enio de souza | 20 - Maio, 2008 at 4:18 pm
muuuuito! bom!
2.
enio de souza | 20 - Maio, 2008 at 4:25 pm
very very good!!!!!!!!!!!!!