Feliz dia da árvore

21 - Setembro, 2009

Um vídeo homenagem às árvores…

As árvores somos nozes!


Desconectado

31 - Julho, 2009

Estou sem internet e telefone fixo.

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As atualizações serão mais raras. É o preço de se livrar das garras da telefônica e dos grilhões do Speedy


Voltando em breve…

3 - Maio, 2009

Agora estamos assim:

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Voltando a cornetar em questão de dias.


Mudamos de cara

13 - Abril, 2009

Enjoei da cara antiga… Resolvemos reforçar a dose de café com um novo look.

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Também quero escrever menos sobre algumas coisas e beber tanto espresso quanto a minha gastrite permitir.

Isso significa que chega de (por enquanto) criticar os amiguinhos emergentes, caudilheiros gospel e as líderes de adoração zoomórficas.

Eles que sigam em paz!


Sobre cafés e variações

12 - Abril, 2009

Eu não sei onde é a referência verdadeira mas peguei num site canadense sobre café.

allcoffesPara não ter dúvidas sobre machiatto, capuccino, mocha…

Visite:

http://www.vancouvercoffee.ca/

P.S …

1. Acho que a nossa tradicional média seria algo como o “Flat White” mas com o leite líquido. Será isso mesmo?!

2. Finalmente falando sobre café.


Pintando o 7 em 3D

5 - Março, 2009

Uma amostra do trabalho de um cara muito talentoso:

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Esse último sou eu quando fico pensando em nada e resolvo escrever…

Mais em http://cgmaki.soup.io/


Veri gudie

23 - Janeiro, 2009

Não sei porque investi tanto tempo estudando … O cara ganha mais do que eu um zilhão de vezes com um inglês fluentíssimo.


Errou acertando

22 - Janeiro, 2009

Enquanto praticava a mesma técnica de Kung Fu pela milhonésima vez (obrigado professor) sem muito sucesso li essa frase de Mahatma Gandhi:

“Os únicos demônios neste mundo são os que perambulam em nossos corações, e é aí que as nossas batalhas devem ser travadas.”

Se fosse um teólogo liberal seria mais simpático a essa frase. Como ainda não estou fazendo vestibular para o ateísmo…

A Bíblia é incansável em citar exemplos de homens brilhantes que erraram devido a vontades pecaminosas que arrebataram um coração corrompido (lembre-se do famoso affair Davi X Bate-Seba ou do Ananias-Gate). É verdade também que Provérbios diz que do coração provém todas as fontes para a vida.

Talvez a percepção de Gandhi fosse realmente essa. Enxergou os homens e viu como seus desejos e paixões podem fazer um belo estrago. Talvez manifestos como um suborno convenientemente honesto,  a vingança em nome da justiça ou ainda um belo olhar de uma morena estonteante no metrô.

O que Gandhi talvez não enxergou foi que o homem transcende ao que é material e factível. Existe muito mais em pauta do que simplesmente vontades e birras. A queda do homem e a restauração em Cristo envolvem o Cosmos e a Criação. Fatos que Gandhi escolheu ignorar tentando focar o centro da questão na vontade do homem.

Sim! O homem é um ser vivente que tem vontade própria, mas não se podem ignorar criaturas espirituais que desejam acabar com qualquer vontade. O estranho é que não raro o fazem apenas satisfazendo algumas das suas vontades. É quando o pior do homem encontra a pior das criaturas.

Assim, quando finalmente você sucumbe, eles ganham o prêmio: o coração do homem é o troféu dos demônios. E se eles vencem o jogo, você perde.


O Eclesiastes de Vinicius

29 - Dezembro, 2008

Entender a vida e como vivê-la é o grande tema da jornada humana. Por quê? Pra quê? Será que vale?

Essa canção de Toquinho e Vinicius fornece uma resposta interessante. É como um rascunho ou quem sabe uma penumbra do Eclesiastes.

Aproveite a canção, e mais um feliz ano novo debaixo do sol.


Um show de Truman

2 - Dezembro, 2008
Nosso mundo é recheado de gente besta! Necessitados, mas bestas!
Retirado da Folha de São Paulo na URL:
Em 01/12/2008
A síndrome de Truman

A epidemia do século 21 já tem nome: “Síndrome de Truman”. O nome pertence a filme de 1998, “The Truman Show/ O Show de Truman”, com Jim Carrey no papel principal. Não lembram? Eu lembro: o personagem de Carrey era um simpático vendedor de seguros que, gradualmente, descobre a fraude existencial que o envolve. A sua vida, desde o berço, é apenas um gigantesco “reality show”, filmado por câmeras ocultas 24 horas por dia. E todas as pessoas que o rodeiam –mulher, família, vizinhos, amigos e inimigos– são meros actores contratados para representarem seus papéis.

O filme termina em registro heróico, com Carrey a libertar-se do pesadelo, ou seja, abandonando o estúdio onde viveu encerrado (e filmado) durante décadas.

Acontece que o pesadelo já emigrou para a realidade. Leio agora na imprensa do dia que cresce assustadoramente o número de pessoas que acredita genuinamente que a vida não lhes pertence. Pertence a um produtor televisivo que montou uma gigantesca ilusão em volta. Como no filme de Jim Carrey, esta gente-se sente-se vigiada por câmeras imaginárias e olha para as respectivas vidas como se apenas estivessem a cumprir um roteiro pré-escrito.

Não confiam na família. Não confiam nos amigos. Não confiam em ninguém. E há mesmo casos de tentativas de suicídio por criaturas transtornadas que não aguentam “continuar” no “show”. Uma das histórias mais pungentes pertence a um anónimo norte-americano que, cansado de “representar”, entrou num edifício do governo federal e implorou, de joelhos, para que desligassem as câmeras e terminassem com o programa. Ele queria, simplesmente, sair.

E os médicos? Os médicos têm uma palavra importante, a começar pelos psiquiatras. Mas, como os próprios admitem, o caso não é simples de resolver. Desde logo porque eles próprios são vistos pelos pacientes como parte do engodo. Os médicos não são médicos. São atores, vestidos de bata branca, que tentam convencer o doente de que ele está doente.

Não pretendo levantar polémicas inúteis. Mas, confrontado com a epidemia, eu próprio duvido da doença dos doentes. E pergunto, inteiramente a sério, se eles não serão as únicas pessoas lúcidas no meio da loucura reinante.

Um pouco de história talvez ajude: durante séculos, a posição que ocupávamos em sociedade era determinada pelo berço em que nascíamos. Nascer no berço errado, em circunstâncias de pobreza material e cultural, era meio caminho andado para uma vida igualmente pobre e lúgubre. Existem todas as exceções do mundo, claro. Mas as exceções apenas servem para comprovar a tese: a nossa posição em sociedade era uma questão de sorte, não de mérito.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, e o enterro do Velho Mundo que o conflito arrastou consigo, tudo mudou. O berço continuou a ter palavra importante. Mas não mais decisiva. O mérito passou a determinar o nosso lugar em sociedade. Em teoria, e sobretudo na prática, seria possível, ao filho de um pobre, entrar nos salões de um rico. Bastava, para isso, que o pobre ganhasse o dinheiro necessário para os comprar. As nossas sociedades são a prova provada de que a meritocracia vingou e que o “self-made men” derrotou grande parte dos preconceitos de classe.

E hoje? Hoje, como escreve Toby Young em recente ensaio para a revista “Prospect”, a era meritocrática foi enterrada. Depois do berço e do mérito, chegámos à era da celebridade. Podemos nascer no berço certo; podemos até subir a corda social com os nossos próprios pulsos, provando o nosso valor intrínseco; mas se não somos “famosos”, ou seja, se não alimentamos o voyeurismo coletivo em que vivemos, não somos rigorosamente nada. Vivemos em sociedades mediatizadas e massificadas. E numa sociedade mediatizada e massificada, é o anonimato, e não a pobreza ou a incompetência, que pesa profundamente sobre a espécie.

Não é de admirar, por isso, que uma parte crescente de seres humanos se sinta cansada do circo instalado; se sinta cansada, enfim, de um mundo de celebridades ocas que, na verdade, parece um “reality show” permanente. Eles imploram para sair do espetáculo na impossibilidade de o derrotarem.

Loucos? Não sou médico. Sou apenas um colunista disfarçado de médico. Mas desconfio que existe mais sanidade na loucura dessa gente do que em todos os “reality shows” que rodeiam as nossas vidas.

  João Pereira Coutinho, 32, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro “Avenida Paulista” (Ed. Quasi), publicado em Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha OnlineE-mail: jpcoutinho@folha.com.br
Site: http://www.jpcoutinho.com 

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