Um versículo dito simples

23 - Outubro, 2009

João 3:16:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho único para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Agora que sou pai entendo um pouquinho mais o que Deus fez naquela cruz.

Quando o Filho pediu ao Pai para livrar-se do cálice, o que você teria feito como pai? Socorrido seu Filho amado do calvário ou  salvado a humanidade pecadora?

Seu Filho ou a humanidade que produziu guerras, holocaustos e a violência urbana no Rio?

Misericórdia Senhor é o nosso clamor!


Humildade para entender

12 - Outubro, 2009

Um trecho de I Pedro 1:10-16:

10 Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada,
11 investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.
12 A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.
13 Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.

Estudar a Bíblia é perseguir o entendimento da salvação revelada  a nós sem perder de vista a graça e muitas vezes baixar a cabeça e de joelhos nos submetermos a Deus mesmo quando nosso risível intelecto está limitado.

14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;
15 pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,
16 porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

Não aplicar de forma prática o que se estuda é falsa Teologia e não entender de fato que deve ser feito. É como uma esperança fraca que mostra uma vida de pouca fé.


A desventura de ser bem-aventurado

21 - Setembro, 2009

O Sermão do Monte com as suas bem-aventuranças. Mal compreendido, mal aplicado, não ensinado (Mateus 5:1-11).

1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos;
2 e ele passou a ensiná-los, dizendo:
3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.

É possível entrar no texto, navegar pelo contexto e tirarmos princípios bíblicos ensinados pelo próprio Jesus que vão além de uma ética moral e social? Conseguimos transpassar a indiferença das letras transformando adjetivos e advérbios em verdades concretas para a nossa vida?

Quanto ao contexto algumas coisas precisam ser entendidas:

  • Jesus falava a judeus momentos após a inauguração de seu ministério público depois de passar por vários lugares: Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia – Mt 4:23-25.
  • O ministério de Jesus no início teve foco público no povo de Israel. Logo a audiência do Sermão era predominantemente judaica.
  • A mensagem nessa fase era muito parecida com a de João Batista (embora alguns moderninhos não gostem disso): “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). Israel tinha sido até ali infiel e insubordinada e precisava mudar sua atitude perante Deus (Mt. 5:12).

Jesus não estava falando a uma audiência evangélica no monte. Evangélicos não existiam no século I d.C. Transferir esses princípios e transformá-los em Teologia Social ou “ética do relationamento” lendo o sermão com a mente do evangélico do século XX ignora os princípios básicos de Hermenêutica. Achata e diminui a o ensino de Jesus.

A mensagem de Jesus tinha endereço certo: judeus da Palestina (a multidão que o seguia) e sobretudo os fariseus e escribas da lei. Não somente estes mas também àqueles que os ouviam e seguiam.

Então o sermão do monte não serve ao cristão do século XXI? Se os destinatários são judeus e cidadãos do Reino vindouro então não precisamos nos preocupar com as bem-aventuranças?

Errado de novo! Cito ao menos três motivos (embora existam inúmeros outros):

1. Os cristãos assim como os judeus (ambos beneficiados pela Aliança Abraâmica de Gênesis 15) são os cidadãos do Reino de Deus da era da Igreja (ou pós João Batista). Logo, os princípios enunciados se aplicam a nós cidadãos do Reino (Dn 11:4;  Dn 7:18; Dn 2:44; Mt 21:43;Mc 1:15;At 14:22; Hb 12:28) embora o Reino ainda não seja visível (Jo 18:36;  Lc 17:20-21; At 1:6-7)

2. Há um tipo de gente (I Co 6:9; G5 :21; Ef 5:5) que não fará parte do Reino de Deus. Pessoas que decidiram não se submeter ao Senhorio de Jesus Cristo. Logo, o sermão do monte e as bem-aventuranças não se aplicam de forma alguma a estes.

3. Toda Escritura é util para o ensino, instrução e repreensão (II Tm 3:16). Logo, nada na Bíblia está apenas para cumprir tabela. Muito menos o maior sermão público registrado nas palavras do próprio Senhor Jesus.

Precisamos ser esse tipo de gente para qual fomos chamados.  Chamados para obras da luz, andando no Espírito, glorificando o Pai.  São os humildes de espírito que olham para Deus de baixo para cima em reverência chamando-o por ‘Aba’. Rebeldes e autônomos de Deus não tem lugar na morada do Pai, apenas os mansos que cooperam com Ele. Devemos caminhar assim espalhando misericórdia e paz por aí. Limpos de coração sem malícia ou dolo.

E nesse ponto a ética social é manca e insuficiente. Porque os bem-aventurados são um tipo de gente que atraem para si perseguição, agruras e choro. Num mundo cruel ter sede de justiça custará muito caro.  Ser bem-aventurado parecerá uma desgraça. Uma inspiração e motivação na ética-social ou em qualquer motivação humana é tão perecível quanto qualquer coisa terrena. A esperança no homem ou na sua obra será corroída pelas traças. Então, desesperados mandaríamos a ética, o bem-social e tudo mais às favas.

Nesse momento precisamos saber que seremos consolados como filhos de Deus. Precisamos ter os olhos fitos no Rei que retornará instalando finalmente o Reino em sua plenitude e a perfeita Justiça manifesta de uma vez por todas. Finalmente entenderemos que o trabalho não é nosso mas do Senhor.

E testemunharemos o que o apóstolo Pedro escreveu:

“Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis.”


O papa dos emergentes?

29 - Agosto, 2009

Olha só a entrevista do Cristianismo Hoje com o John Stott:

http://cristianismohoje.com.br/ch/evangelismo-com-um-toque-a-mais/

Não acho que o John Stott mostrou uma dita “veia emergente” nessa entrevista. Ele pelo menos teve o cuidado de enfatizar a importância das escrituras sobretudo como único testemunho fiel a respeito de Cristo.

Que bom! Pena que alguns e  outros não são tão zelosos.

A linha editorial de uma mídia impressa expressa os seus valores, ou seja, no que ela acredita fielmente.

A Cristianismo Hoje tenta de todas as formas tirar palavras de seus entrevistados que coloquem em xeque a veracidade das Escrituras, o cânon apostólico e a supremacia de Cristo e de seu Evangelho.

Felizmente pelo menos dessa vez o John Stott não caiu nessa. Pena que outros caíram!


Vale tudo ou não vale?

30 - Julho, 2009

Ouvi de um pastor “celebridade gospel” que podemos flexibilizar a “lei” com a prerrogativa de aumentar a fileira de fiéis na igreja. O que poderíamos chamar de evangelho super-inclusivo e sem restrições. E aí? Será que vale tudo mesmo?

Será a lei de Deus e sua Palavra (quando ele fala sobre lei, ele não se restringe ao Pentateuco)  cabível de flexibilização em nome da propagação do evangelho? Será que devemos confiar em nossa consciência e bom senso para julgar quando obedecer ou não? Devemos ignorar II Timóteo 3:16 e toda as ordenanças normativas da Bíblia?

Segundo esse pastor devemos “obedecer a nossa consciência regenerada”. Quem segue a lei sempre é “tolo ou infantil”. Os que conseguem flexibilizar a lei em nome da inserção são  “santos e maduros”.

Então sou tolo, infantil e imaturo… Precisando ainda muito de Jesus como o próprio apóstolo Pedro disse:

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.

(I Pedro 1:22-25)


Justificação

27 - Julho, 2009

É disso que se trata justificação. Senão fosse por Ele estávamos na “roça”…

“Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.”  (Romanos 3:22-24)


Como você encara o sermão do monte?

24 - Julho, 2009

Ou você não encara, ignora e enfia a cabeça debaixo da terra como uma avestruz gospel?

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O principal sermão de Jesus é ignorado (ou mal empregado) por boa parte dos cristãos: fundamentalistas, pentecostais, teólogos da libertação, emergentes e pilantras de plantão.

Existem os que querem levar tudo ao pé da letra e transformam o Sermão do Monte num reles código moral e ético. Outros mais barbudos e bigodudos o encaram como agenda de transformação social em benefício do “humano”. Ainda tem a categoria dos que espiritualizam tanto as palavras de Jesus que quase levitam ao ler Mateus capítulo 5.

Então o que será pior? Ignorá-lo sem saber do que se trata ou manipulá-lo para que Jesus caiba na sua caixinha de heresias?


Gente que valoriza misericórdia e graça

15 - Julho, 2009

O tópico mais importante nas linhas finais da carta de Paulo aos Romanos é o que ele fala sobre gente.

Faça um exercício nos capítulos 15 e 16 e procure aqueles que:

  • São irmãos na fé e valem mais como irmãos de sangue.
  • Estão sempre com você até nos momentos mais difíceis. Como na prisão ou no fundo do poço.
  • São como mães e pais não por parte genética, mas por carinho, cuidado e adoção.
  • Um casal que sempre coopera com você. São mão na roda e te ajudam no que você precisar.
  • Pessoas que amam trabalhar e servir ao Senhor. Não cansam trabalhando de forma exaustiva e alegre.
  • Os que não negam abrir a sua casa e preparar um café gostoso e um pão quentinho.

E infelizmente:

  • Aqueles que não querem servir a Deus mas sim massagear o seu ego.
  • Usam a igreja como meio de promoção pessoal ou ganância financeira.
  • Geram divisão e confusão pervertendo a sã doutrina.
  • Como disse Paulo: o deus dessa gentinha é o estômago!

Espero sempre encontrar essa gente graciosa que asperge misericórdia por causa de Jesus Cristo. Mais que isso, desejo que o Espírito de Deus me capacite para poder agir assim na vida das pessoas.

Deus me livre de encontrar essa gentinha que age como ministros de Satanás na igreja!

Deus me guarde de ser um deles!


Um passo para trás, dois para frente

28 - Junho, 2009

Se existe algo de verdadeiro no cristão é a sua habilidade em não fazer prevalecer suas vontades, expressões e pontos de vista.
Isso mesmo, você não entendeu errado. O verdadeiro cristianismo acontece quando não agradamos o umbigo, não prevalecemos em nossas preferências e tornamos nula a nossa razão.

Por quê?

Porque tomados pelo Espírito Santo preferimos glorificar ao Pai de nosso Senhor Jesus Cristo ao invés de tomar nossos direitos legítimos.

Porque preocupados com o Corpo de Cristo, preferimos fazer com que os fracos sejam fortalecidos para que todos sirvam ao Mestre de forma aprovada, proclamando justiça e paz, aspergindo misericórdia e graça nesse mundo desgraçado.

Porque recusamos uma falsa e tola elucubração intelectual proposta por muitos religiosos moderninhos e emergentes que provocam e são beligerantes contra os irmãos ditos ignorantes. Constantemente chamados de “massa marrom evangélica”, esses nossos irmãos em Cristo precisam de edificação e não destruição com ironia e palavras que produzem coceira aos ouvidos.

Porque no final o que interessa é seguir o exemplo do Mestre que negou a si mesmo como disse Paulo:

“Pois eu lhes digo que Cristo se tornou servo aos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos partriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia.”

Cristãos de verdade tornam-se servos e não se preocupam com auto-realização e escalada social. Verdadeiros discípulos tem amor à verdade de Deus e não estão preocupados em questioná-la procurando “Outra Verdade”. É a genuína fidelidade à sua Palavra.

Dando um passo para trás, o poder do Espírito nos empurra dois em direção da glória de Deus.


Romanos 12: Renovar, reagir… relutante

8 - Junho, 2009

Acho impressionante como alguns se dizem cristãos e pensam exatamente como antes. Não existe cristianismo sem uma total mudança de idéias, consciência e coração. É como se tudo que estivesse embaçado num fosco preto e branco ganhasse cores vivas.

Para alguns isso é quase instantâneo, a outros demora mais tempo. O importante é não se conformar com esse mundo malvado. Se todos são competitivos e agressivos eu não devo sucumbir a essa realidade que me obriga a ser sempre mais e melhor empurrados para uma competitividade destrutiva sob o risco de sermos rotulados (fracassado, acomodado, azarado, bipolar, depressivo, esquizofrênico?). Uma maquiavélica relação de causa e efeito que nos faz esquecer que depois da cruz um admirável mundo novo chegará em Jesus Cristo.

O Evangelho do Reino é assim: uma total mudança de visão. Não é expansão ou revisão de consciência como alguns neo-teólogos gostam de falar do púlpito de suas igrejas descoladas. É uma total renovação sem precedentes.

O que vem depois desta nova perspectiva cabe a nós sob a ministração do Espírito Santo.  Desde dons e talentos da mais diversa espécie a oportunidades de nos esbarramos por aí aspergindo e dispensando graça. Devemos reagir graciosamente lembrando do Deus que não hesitou em nos alcançar misericordiosamente. Precisamos fazer o bem incondicionalmente porque se Deus fizesse o contrário quem sabe onde estaríamos.

E como é difícil pagar o mal com o bem porque tem muita gente tosca no mundo que merecia mesmo queimar no inferno.

Assim como eu e você!