M. Popular Brasileira

31 - julho, 2008

Tem muita gente que prega o fim das músicas traduzidas dos “Esteitis” que inundam os nossos momentos litúrgicos. Segundo os defensores da MPB, devemos agora é cantar apenas músicas nacionais, genuinamente tupiniquins. Coisas que mostram a força da nossa terra, enfatizando a mistura de raças e a ginga brasileira. Chega de tocar Vineyard, Saddleback e Hillsong. Chega também de brega colonizado como Aline Barros e Lagoinha ou o pop rock mântrico do Quinlan.

A solução para tal questão eu vi num comentário em um post do Pavablog, uma sugestão sensacional de repertório litúrgico:

“Não se vá …” (jani e erondi) para despedida de pastores

“Quando eu soltar a minha voz…” (Gonzaguinha) para antes de mensagem

“Mirem-se no exemplo… ” (Chico) para aniversario de SAS

“Quero uma casa no campo…” para culto de prosperidade

“Amou daquela vez…” campanha de construção do templo

“Estava a toa na vida…” Para pastor jubilado

“Quem me dera ao menos uma vez…” para culto de missões

“Não tinha medo o tal João de santo cristo…” para testemunho de ex-bandido

“Mais do mesmo…” para antes das aulas bíblicas

“Help…” para antes de assembléia

“Ovelha negra da família…” para momento de exclusão ou disciplina de membro.

“Não me amarrar dinheiro não…” para momento dos dízimos e ofertas.

“Encosta sua cabecinha no meu ombro e chora…” para momento de contrição.

“Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente…” para cultos de milagres.

Viva a legítima música nacional! Do tamanho da nossa pátria!

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Mais sobre cafés, blends e regiões produtoras

29 - julho, 2008

Acho que já publiquei um link deste site Basilico. Aí vai a continuação.

http://basilico.uol.com.br/beber/especial_cafe_003.shtml

Explica um pouco porque Minas Gerais é conhecida também pelo café. Embora também goste do queijo. Só acho excêntrico misturar os dois.


Latte com arte

28 - julho, 2008

Pra você admirar a arte expressa com café e leite vaporizados:

http://damncoolpics.blogspot.com/2008/07/latte-art.html

Eu ainda prefiro beber do que desenhar 😀


Café bestial

27 - julho, 2008

É porque ele é muito bom e metido a besta. Sim, estamos falando do Suplicy na Alameda Lorena.

Pela bagatela de R$ 3,00 você tem meia xícara de espresso. É caro e quase extorsivo! Aprecie cada gota da bebida arábica.

E prepare-se, muito provavelmente você não vai querer tomar outro café durante alguns dias.

Imagine um café que seja encorpado, doce, com forte gosto do grão torrado, mas tudo isso sendo extremamente balanceado. Geralmente cafés encorpados costumam ser bem grossos a ponto de ter que tomar de colher ou quando são doces perdem um pouco do gosto do café. Mais um ótimo blend do Sul de Minas.

Se você achou que veio muito pouco você pode pedir o doppio por R$ 4,00.


Sinta seu umbigo

25 - julho, 2008

Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos. Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisa. E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação. Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós. Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

O discurso de Paulo parece se aplicar a tempos em que Feng Shui, Chikun, Astrologia, Aromaterapia, Psicologia são a “última moda descolada do momento super legal”.  As verdades categoricamente atestadas por essas filosofias-ciências dizem trazer explicações e benefícios para o homem de forma holística.

Parêntesis: a maioria dessas filosofias-ciências oriundas do Oriente adoram utilizar a palavra “holística”.

Acho que entendo porque esses vislumbres encontram acolhimento em nossa alma. Precisamos de algo que nos motive a acreditar que há algo a ser feito para melhorar o mundo, ou ao menos a realidade que nos permeia. Seja a decoração de nossa casa ou o bem-estar do nosso corpo, precisamos perseguir um sentido de progresso. A perseguição de sentido, significado e auto-conhecimento nos deixa menos inquietos com nossa vidinha rotineira. Mesmo que isso dure apenas uma sessão de Aromaterapia ou 50 min de aula de meditação e relaxamento.

No fundo queremos fugir desse mundo apressado e sem sentido. Isso porque a nossa vida agitada parece não fazer o menor sentido. Para vencer a mesmice da falta de sentido recorremos a credos, ciências ou práticas sem sentido.

Abraçar árvores, respirar fundo ou colocar o sofá num local específico da sala não vão mudar em nada nossa realidade de vida. Se você conseguir abrir seus chacras e o terceiro olho tudo que encontrará no seu interior será um vazio do tamanho de Deus.

Feliz aquele que não precisa mais tatear em trevas obscuras procurando significado real para as coisas. Bem-aventurado o que já encontrou a razão de sua existência por meio da graça e obra do Redentor. O verdadeiro sábio é aquele que não precisa mais caminhar na estrada do oculto e sobrenatural porque já encontrou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.  Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.  (Atos 17:22-31)


Nem todo dia é dia…

23 - julho, 2008

De espresso!

Café na padoca com pão de queijo borrachudo. Tinha que estar na rua logo cedo!


Cristianismo Hoje – João Alexandre

22 - julho, 2008

A entrevista completa em:

http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Entrevista&sessaoid=205&artigoid=34601

Existe um pensamento no meio evangélico de que líderes e ministérios são, de certa forma, intocáveis. A crítica é tratada como rebeldia. Dentro deste raciocínio, a citação de nomes e ministérios na música não foi uma atitude perigosa para sua imagem como artista evangélico?
É muito engraçada a atitude de alguns músicos e líderes que conheço. A grande maioria que ouviu a canção concorda comigo em número, gênero e grau – mas, na hora em que os desafio a caminhar junto comigo, levantando a bandeira da verdade, pulam fora, sob o discurso covarde de que existem poucos profetas e eles são assim mesmo, não conseguem se calar. Dentro de mim, muitas vezes, bate aquele sentimento de que estou sozinho mesmo, denunciando o que todos vêem mas não têm coragem de dizer. Para ser bem sincero, às vezes em sinto um boi de piranha. Existem raras exceções, mas os músicos e líderes, mesmo concordando comigo, preferem manter sua imagem de sempre, adoçando milhões de ouvidos, cantando e pregando o que todo mundo gosta de ouvir. Pois bem, eu prefiro cantar os que as pessoas precisam ouvir.

(…)

Você costuma adotar posição crítica em relação ao trabalho das grandes gravadoras evangélicas, sobretudo em relação à ênfase que dão no aspecto comercial. No momento em que as vendagens de CDs sofrem forte queda, a partir da disseminação da música digital e do advento da pirataria, que futuro você vislumbra para estas empresas? O que deve lhes acontecer nesta era de MP3, YouTube e internet?
Isso já havia sido, digamos, profetizado. Refiro-me à quebra das gravadoras. Quando o dinheiro se transforma em objetivo ao invés de conseqüência, é inevitável que a coisa desande mesmo. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Cada um segue seu caminho independente e o músico, daqui para a frente, viverá de suas apresentações e de suas vendas ao vivo, bem mais do que das lojas que vendem seus CDs. Claro que ainda existe muita gente que compra CD simplesmente em apoio ao trabalho dos músicos que admiram e amam. O problema do Brasil sempre foi a impunidade, e o músico, pirateado, copiado e estuprado em sua arte, depende totalmente de Deus para sobreviver. O pessoal faz de tudo, desde tocar em casamento até dar aulas particulares. Mas só se estabiliza quem tem competência, é claro. Confesso que pensar no assunto me deixa um pouco incomodado, mas tenho Jesus e minha família e isso é tudo o que importa na vida. O jeito é olhar para os lírios do campo. Mesmo sabendo que essa opção poderia me custar muitos CDs a menos vendidos, saí das estruturas das poderosas gravadoras evangélicas. Meti as caras mesmo, e com o apoio incondicional de minha mulher e meu filho, escolhi caminhar profissionalmente sozinho e agradar a um ouvido só, o de Deus.

Ainda bem que existem crentes como João Alexandre, que pensam, falam e agem.

Completa em:

http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Entrevista&sessaoid=205&artigoid=34601