Cristianismo Hoje – João Alexandre

A entrevista completa em:

http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Entrevista&sessaoid=205&artigoid=34601

Existe um pensamento no meio evangélico de que líderes e ministérios são, de certa forma, intocáveis. A crítica é tratada como rebeldia. Dentro deste raciocínio, a citação de nomes e ministérios na música não foi uma atitude perigosa para sua imagem como artista evangélico?
É muito engraçada a atitude de alguns músicos e líderes que conheço. A grande maioria que ouviu a canção concorda comigo em número, gênero e grau – mas, na hora em que os desafio a caminhar junto comigo, levantando a bandeira da verdade, pulam fora, sob o discurso covarde de que existem poucos profetas e eles são assim mesmo, não conseguem se calar. Dentro de mim, muitas vezes, bate aquele sentimento de que estou sozinho mesmo, denunciando o que todos vêem mas não têm coragem de dizer. Para ser bem sincero, às vezes em sinto um boi de piranha. Existem raras exceções, mas os músicos e líderes, mesmo concordando comigo, preferem manter sua imagem de sempre, adoçando milhões de ouvidos, cantando e pregando o que todo mundo gosta de ouvir. Pois bem, eu prefiro cantar os que as pessoas precisam ouvir.

(…)

Você costuma adotar posição crítica em relação ao trabalho das grandes gravadoras evangélicas, sobretudo em relação à ênfase que dão no aspecto comercial. No momento em que as vendagens de CDs sofrem forte queda, a partir da disseminação da música digital e do advento da pirataria, que futuro você vislumbra para estas empresas? O que deve lhes acontecer nesta era de MP3, YouTube e internet?
Isso já havia sido, digamos, profetizado. Refiro-me à quebra das gravadoras. Quando o dinheiro se transforma em objetivo ao invés de conseqüência, é inevitável que a coisa desande mesmo. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Cada um segue seu caminho independente e o músico, daqui para a frente, viverá de suas apresentações e de suas vendas ao vivo, bem mais do que das lojas que vendem seus CDs. Claro que ainda existe muita gente que compra CD simplesmente em apoio ao trabalho dos músicos que admiram e amam. O problema do Brasil sempre foi a impunidade, e o músico, pirateado, copiado e estuprado em sua arte, depende totalmente de Deus para sobreviver. O pessoal faz de tudo, desde tocar em casamento até dar aulas particulares. Mas só se estabiliza quem tem competência, é claro. Confesso que pensar no assunto me deixa um pouco incomodado, mas tenho Jesus e minha família e isso é tudo o que importa na vida. O jeito é olhar para os lírios do campo. Mesmo sabendo que essa opção poderia me custar muitos CDs a menos vendidos, saí das estruturas das poderosas gravadoras evangélicas. Meti as caras mesmo, e com o apoio incondicional de minha mulher e meu filho, escolhi caminhar profissionalmente sozinho e agradar a um ouvido só, o de Deus.

Ainda bem que existem crentes como João Alexandre, que pensam, falam e agem.

Completa em:

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