Café com sorvete

30 - agosto, 2008

Ir ao Sottozero e tomar café pode parecer estranho. Dá uma certa frustração, mas como um paulistano que vive ao menos 40 dias gripado por ano foi o jeito…

E uma grata surpresa. O café deles é o Brazillian Coffee. Acidez quase zero, levemente adocicado. Podia ser um pouco mais encorpado para o meu gosto mas acho que isso não é um problema do blend.

Nestas horas precisamos da opinião de um barista experiente.


Coisa de Bicho

30 - agosto, 2008

Pureza racial canina na Inglaterra:

http://bichos.uol.com.br/ultnot/bbc/ult4550u475.jhtm

A Europa é assim: primeiro com os bichos… Depois contra os imigrantes!

Por isso sou brasileiro vira-lata e não desisto nunca!


O descolado e o batista

26 - agosto, 2008

A eleição americana está agitando o mundo evangélico americano. Quando se trata de política e religião nos “Esteitis”, tudo é bipolar e antagônico. Republicanos contra democratas, teologias liberais contra conservadoras, invadir países árabes ou ocupar países árabes.

No mais recente front, temos a rinha de galo entre Obama (o descolado) e Mc Cain (o batista). A Igreja evangélica americana já depositou as suas fichas:

Téologos liberais da emerging chuch como Brian Mclaren escolheram Obama.

Os teólogos conservadores (incluindo os que acham que os EUA são a nova Israel e devem sair ocupando o Universo) desconfiadamente optaram por seu cavaleiro republicano.

Curioso é como os dois lados abraçam seus candidatos. Os liberais-emergentes enxergam em Obama uma resposta para a falta de engajamento político da cristandade americana. É uma versão americana-gospel da “esperança venceu o medo” da eleição de Lula em 2002. Articulado, pós-moderno e ainda cristão, cai como uma luva para as pretensões diluídas e quase ecumênicas do emerging-church.

Os Conservadores ainda não engoliram Mc Cain. Preferiam um paladino conservador que os levasse vitoriosos na cruzada contra gays, árabes, imigrantes latinos e todos que possam ameaçar os valores do “american way of life”.

Já começo a não achar tão ruim escolher entre Marta, Maluf, Alckmin e Kassab.


Final de festa olímpica

24 - agosto, 2008

Deu no Jornal do Brasil… Resumo da festa olímpica:


Deus NÃO tem um plano para a sua vida

22 - agosto, 2008

Cansei de ouvir essa frase em todos os anos de igreja que vivi. E entendendo um pouco dos Evangelhos e da Teologia proposta pelos apóstolos não encontro fundamentos bíblicos para tal afirmação.

Todos na igreja sempre olharam feio pra mim quando falava isso. Falava que eles tinham que brigar com a carta de Paulo aos Romanos, os primeiros capítulos da carta de Tiago ou ainda a vida de Jesus revelada no Evangelho de João. Não creio na tal da “Bibliomancia” ou em horóscopo Gospel. Acho um absurdo crente que acredita em destino ou diz: “a desgraça foi a vontade de Deus”. Ele não brinca de playmobil com seres humanos e a Bíblia não é uma coleção de mensagens de biscoito da sorte do China in Box.

Pr. Ed René Kivitz vai ministrar alguns estudos sobre esse tema na IBAB quinzenalmente às segundas-feiras:

http://www.ibab.com.br/segundaopiniao/index.html

Senhores, apertem os cintos!


Varada Olímpica

20 - agosto, 2008

Alguém realmente acreditou que o Brasil ia fazer alguma coisa diferente nessa Olimpíada? De diferente mesmo foi a pichação do site no COB em “português errado”:

http://www.carloscardoso.com/2007/07/30/brazil-e-isso-ate-pichador-tem-direitos/

Podem culpar a falta de uma política de educação e desporto ou ainda nossa falta de tradição nos esportes olímpicos. Quem responde melhor essa pergunta é o Paulo Brabo. Ele explica porque o Brasil é o país menos proeminente da História.  De fato, tirando nossas peripécias no futebol, como nação nunca fizemos nada que prestasse.

Graças ao Dunga e a CBF, agora nem isso!


Grão Espresso By Cafeera

19 - agosto, 2008

Já falei antes que sentia saudade do Cafeera. Um café quase neutro, mas adocicado que pode ter a força dosada nas versões Confraria, Euro, Fazenda. Respectivamente:

  • Confraria: café de mulherzinha.
  • Euro: para aquele que ainda está indeciso.
  • Fazenda: para o homem que gosta de café. Tão encorpado que tem que tomar de colher.

As lojas Cafeera sumiram do mapa mas o blend vive na rede Grão Espresso nas unidades Pinheiros e Brooklin. Veja neste link os endereços.

O blend é o Ipanema usado também na Starbucks. Mas não há comparações: mais forte, encorpado e doce.

Por R$2,30:


O homem em seu devido lugar

18 - agosto, 2008

A abordagem inicial de Romanos rompe com qualquer pretensão humanista. É por isso que o capítulo primeiro desta carta é sempre lido em diagonal quando não muito ignorado ou suavizado pelos néo-teólogos.

Desde a Criação o homem veio descendo ladeira abaixo até ficar do jeito que o diabo gosta. Essa mistura de ignorância, egocentrismo e auto-suficiência produziu a frase de Protágoras na grécia-antiga:

“O homem é a medida de todas as coisas”

Dali pra frente foi o Iluminismo de Descartes, a Psicologia de Freud e a baboseira de Nietzsche até que hoje o homem em sua ignorância quer experimentar Deus e encontra um reflexo de si mesmo.

Mas chega de falar dos etruscos, gregos, pensadores e psicólogos. Vamos falar de coisas mais interessantes como eu e você. Não sei você leitor, mas às vezes penso que existe algo de errado no mundo. Algo inquietante que berra aos quatro cantos que o mundo não deveria ser desse jeito. Por que a impressão de que fazemos o errado mesmo quando um sussurro dentro de nós revela o correto. Precisamos ser o homem descrito em Romanos 1? Será a filosofia contemporânea uma alternativa à antropologia bíblica?

O livro de Romanos explica como o homem degringolou até Ruanda ou o holocausto de Hitler. Esperamos ver agora como sairemos do atoleiro.


Espírito Olímpico

14 - agosto, 2008

O Ed René Kivitz (pastor da IBAB) está com “espírito olímpico” e fez uma crônica interessante sobre os jogos olímpicos. Uma reflexão sobre vitória, detalhes e realização pessoal.

Veja completo no site IBAB em: http://www.ibab.com.br/ed080810.html

CRÔNICAS DE UMA OLIMPÍADA I

Los Angeles, 1984. O estádio olímpico prende a respiração. Um vulto desengonçado surge das sombras do túnel de acesso à pista de atletismo. Um passo de cada vez, vai ganhando luzes e forma. Diante da multidão está um corpo trôpego que se esforça para cruzar a linha de chegada. Os paramédicos correm desordenados trocando olhares como quem busca discernimento para uma decisão nada fácil: até onde permitir aquela marcha aparentemente insana, uma espécie de via crucis. Sob os olhares atônitos e o foco das objetivas que rapidamente as colocaram no centro do palco, seguem aquelas pernas finas trançando uma por dentro da outra, sustentando um corpo que aos poucos vai se amontoando sobre si mesmo, equilibrado apenas pelos braços bambos e descoordenados. Aos poucos a atmosfera do Los Angeles Memorial Coliseum vai sendo envolvida pelo som das palmas, que explodem num vigoroso e definitivo aplauso quando a suiça Gabrielle Andersen-Schiess cruza o último dos 42.195 metros da maratona olímpica.

Considero esta uma cena emblemática dos Jogos Olímpicos. Gabrielle Andersen-Cheiss jamais será esquecida. Seu lugar no olimpo está para sempre preservado. Permanece ao lado de Joan Benoit, ganhadora da medalha de ouro naquela batalha memorável. Na história figura como a mais vitoriosa das derrotas olímpicas. Dependesse de mim a legenda de sua foto seria simplesmente: “a vitória”.

O maior vencedor olímpico não é o atleta que conquista a medalha de ouro, ou mesmo uma medalha, seja de prata ou bronze (Céus, que os medalhistas não me leiam!). A medalha de ouro é um detalhe que se submete a muitas variáveis. (…)

Veja completo no site IBAB em: http://www.ibab.com.br/ed080810.html


Não há como defendê-la?

12 - agosto, 2008

Um post do Paulo Brabo me fez pensar bastante sobre a igreja, o Evangelho e como fico no fogo cruzado entre os dois. O culpado é esse aí: http://www.baciadasalmas.com/2008/confissoes-de-um-ex-dependente-de-igreja/

Sou um dependente da igreja. E tenho orgulho disso. Dentro dela vivi momentos inesquecíveis. Acudi e fui acudido. Amei e fui amado. Caí ferido, as vezes sozinho, outras devido a um encontrão. E foi assim, de glória em glória caminhando cantando e seguindo a canção. Um dia descobri que a igreja que conhecia era uma comunidade, e que isso devia ser diferente do que conhecia como igreja.

Desde a pequena igreja que parece um clube de chá até a mega igreja que tem diretoria executiva, metas e gasta milhões com ONGs, todos têm disputado uma corrida pelas obras que vivificam a fé. Uma comunidade com um ideal de obra em comum. Legítimo!

Mas a pergunta fica: que obra as comunidades tem construído? São as obras do Evangelho ou uma bela corrida por prestar os melhores serviços aos seus usuários? Será que as comunidades não se perdem no bem comum travestido de causa do reino ou ainda no assistencialismo como fim e não meio? E se o problema não são as obras em si, qual é a questão de fato?

Talvez uma síntese de Evangelho retratada por Paulo ilumine as penumbras em nossas comunidades. Por melhor que seja o ambiente de reunião ou por mais cestas básicas que sejam distribuídas, uma comunidade só é igreja quando vive Colossenses 3 e I Coríntios 13. Sem o entrelaçar de vidas (o paradigma do “uns aos outros”) , o amor e a submissão ao cabeça que é Cristo a igreja é apenas mais uma comunidade, e não Corpo de Cristo. Servir pessoas para glorificar a Deus é muito mais que fornecer serviços para o bem-estar de uma comunidade, é levar pessoas a serem discípulos integrais de Cristo.

Por que a igreja não ousa confrontar as pessoas em seu pecado? Por que a igreja se veste do espírito da época do “deixa disso” e não visa restaurar relacionamentos como em Mateus 18 ou Tiago 5:16? Por que é melhor manter as aparências de uma organização bem administrada ou de uma “família feliz” ao invés de colocar o dedo na ferida?

Enquanto pensarmos assim, nunca seremos Corpo e continuaremos sendo comunidade. Iguaizinhos às comunidades dos naturalistas, ambientalistas, surfistas, rastafaris. Daquelas que você vai, junta-se a um monte de gente desconhecida, e sai de lá apenas satisfeito (ou não) porque prestaram-lhe um serviço.

Daí o Paulo Brabo continuará certo.