O descolado e o batista

A eleição americana está agitando o mundo evangélico americano. Quando se trata de política e religião nos “Esteitis”, tudo é bipolar e antagônico. Republicanos contra democratas, teologias liberais contra conservadoras, invadir países árabes ou ocupar países árabes.

No mais recente front, temos a rinha de galo entre Obama (o descolado) e Mc Cain (o batista). A Igreja evangélica americana já depositou as suas fichas:

Téologos liberais da emerging chuch como Brian Mclaren escolheram Obama.

Os teólogos conservadores (incluindo os que acham que os EUA são a nova Israel e devem sair ocupando o Universo) desconfiadamente optaram por seu cavaleiro republicano.

Curioso é como os dois lados abraçam seus candidatos. Os liberais-emergentes enxergam em Obama uma resposta para a falta de engajamento político da cristandade americana. É uma versão americana-gospel da “esperança venceu o medo” da eleição de Lula em 2002. Articulado, pós-moderno e ainda cristão, cai como uma luva para as pretensões diluídas e quase ecumênicas do emerging-church.

Os Conservadores ainda não engoliram Mc Cain. Preferiam um paladino conservador que os levasse vitoriosos na cruzada contra gays, árabes, imigrantes latinos e todos que possam ameaçar os valores do “american way of life”.

Já começo a não achar tão ruim escolher entre Marta, Maluf, Alckmin e Kassab.

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