PROMOÇÃO – Vendo meu voto!

29 - setembro, 2008

Como não acho utilidade para o meu instrumento democrático estou o vendendo a preços e pacotes extremamente atraentes:

Segue tabela de preços para os partidos:

  • PSDB – R$ 1000,00 à vista ou em cupons para a H.Stern, Daslu, ou Figueira Rubayat. Não aceito permutas em roupas da DG ou Diesel.
  • PT – R$ 300,00 parcelados no carnê mensalão. Aceito bolsa-família.
  • PTB, DEM, PMDB, PR, PP – R$ 250,00. Podemos fazer consignação com algum favor caudilhista.
  • PSOL, PSTU, PCB, PCO: R$ 25,00 – pague a metade agora e o resto na próxima greve da USP/Unicamp/UNESP. Aceitamos tickets do Restaurante Universitario.
  • P’s… partidos nanicos : R$ 20,00 – parcelo em 3X no cartão! Não aceitamos passes do Aero Trem.

P.S. A tabela de preços não segue nenhuma ideologia político-partidária. Ela é tão mercantilista quanto a própria República nacional.

Anúncios

O ignorante, o religioso e o Justo

25 - setembro, 2008

O livro de Romanos em seus primeiros três capítulos fornece respostas às perguntas que sempre estão associadas às religiões:

  • Qual a nossa situação em relação a Deus?
  • O que precisamos ou podemos fazer para ficar mais próximos a Deus?
  • Por que alguns sentem falta de Deus? Por que outros simplesmente o ignoram? Qual a diferença entre eles e o que Deus pensa de ambos?

Muitos são ignorantes em relação a Deus, se quer desconfiam de sua vontade e justiça. Como diz Romanos 1, são indesculpáveis porque deliberadamente escolheram não glorificar a Deus e o substituíram por toda sorte de pensamentos e teorias. O errado lhes pareceu certo pois substituíram Deus pelas suas vontades e paixões (chamados religiosamente de ídolos).

Diversas teorias religiosas como o Budismo e o Espiritismo tentam livrar a cara do ignorante. É um coitado, desinformado em relação a Deus e portanto sem culpa perante a ira do Criador Justo. Pode até parecer razoável aos olhos politicamente corretos de nossa época. Infelizmente (?), o apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito não concorda com tais teorias.

Melhor estão os religiosos que buscam a Deus certo? Afinal eles estão no caminho correto tentando glorificar a Deus por meio de regras éticas, caridade e altruísmo. Os judaico-cristãos questionariam sem pestanejar: “Depende. Tem que ser o Deus certo, com as regras corretas que chamamos de Lei de Moisés”.

Romanos capítulo 2 não alivia o tom de crítica aos religiosos. Não adianta nada ser o “povo escolhido de Deus” e julgar o próximo por meio da opressão como disse o próprio Jesus aos fariseus. É inútil se gloriar no conhecimento da Lei judaica mas não praticá-la. Guia de cegos é a palavra escolhida por Jesus e o apóstolo Paulo.

Então quem é justo? O final do capítulo 2 parece apontar para aquele que é “circuncidado no coração”. Ou seja, aquele que obedece e cumpre verdadeiramente a Lei de Deus. Problema resolvido?

Não, porque eu não conheço ninguém que cumpra toda a Lei (você conhece?). O capítulo 3 reforça que não há um justo sequer e que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O quadro pintado em Romanos 1 de uma humanidade que escolheu trocar Deus pelas suas paixões mostras as suas cores: violência, mentira e ruína. Oh, e agora? Quem poderá nos defender?

A Justiça não pode vir pela obediência da Lei. Ela vêm por meio da fé na obra de Jesus Cristo. A sua morte na cruz e sua ressurreição foram a solução para nossa maldade e incapacidade de obedecer a Deus no cumprimento da Lei.

Um professor de Teologia deu uma definição brilhante sobre a salvação: é pela fé, por causa da graça de Deus e por meio da obra de Jesus Cristo. É a resposta definitiva e suficiente para as três perguntas do início desse texto.


Na prática a teoria é outra

16 - setembro, 2008

Coerência na prática é complicadíssimo. Falar é fácil, fazer é difícil, viver é um paradoxo.

Esse texto do Ed no Galilea é bem interessante, faz parte da série “pegadas na areia“:

PEGADAS NA AREIA # 6

DA CABEÇA AOS PÉS

Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria.
[Tiago 3.13]

Jesus era um contador de histórias. Na verdade sua vida é uma história. Seu legado não é dogmático, conceitual, tipo cartilha com princípios lógicos e enunciados teóricos. Por essa razão o discipulado acontece na trama da vida e no emaranhado das relações humanas…

O habitat natural de um seguidor de Jesus não é a biblioteca ou a sala de aula, mas o mercado, a rua, e até mesmo o burburinho complexo do templo e seu páteo cheio de fiéis em conflito e lideres religiosos desonestos. As palavras do discipulado não são apenas “saber”, “crer” e “acreditar”. São também e principalmente: “seguir”, “imitar”, “conhecer” e “obedecer”.

Veja na íntegra em http://www.galilea.com.br/


#4 Perder a coragem, determinação e pioneirismo

14 - setembro, 2008

Coragem para quê? De quem e para onde? Com que motivação? Qual a razão de correr quando podemos permanecer na zona de conforto (conhecida como salvos na sombra e água fresca).

A Igreja Corpo de Cristo encontra a resposta no Evangelho. Ela deve correr na trilha de sua missão:

Anunciar o Evangelho, fazer discípulos de Jesus Cristo levando todo homem a ser semelhante ao Filho de Deus como descrito em todo o Evangelho.

O número de comunidades ditas evangélicas nunca foi tão grande no Brasil mas poucas correm por esses trilhos. Parecem trens sem destino que estão prestes a descarrilhar em qualquer vento de doutrina que apareça. Seja um espírito de novidade, uma língua estranha ou ainda um missionário famoso do Canadá ou do Sudeste Asiático que veio trazer reavivamento.

As igrejas verdadeiras tiveram isso em algum momento. Do contrário, jamais teriam se tornado comunidades do reino, evangélicas, Corpo de Cristo. O nascer de uma igreja local é sempre bonito, recheado de histórias de pioneirismo, determinação e coragem. Em algum momento algo se perde.

Apresento algumas das possíveis razões:

Falta de visão – salvo, batizado e membro de uma igreja batista. Mas e agora? O que fazer com esse treco chamado salvação? Como cumprir o “Ide” e o “Edificar ao próximo”? Há uma forma de colocarmos em ação a Missão que nos foi ensinada no Evangelho com os recursos que Deus nos deu? A resposta da maioria das comunidades: “Não sei, dê o dízimo e não falte ao culto de louvor & adoração”.

Comunidade dos 99 justos – é aquela que só olha para o seu umbigo santo. Parece mais um clube do chá gospel, uma reunião social. Não se lembram da missão e sequer desconfiam que necessitam de uma visão. Recuperar o perdido não é prioritário, estão muito ocupados organizando o retiro de carnaval dos 99 justos.

Na prática a teoria é outra – são muito boas no ensino doutrinário e na teologia sistemática. Infelizmente o conhecimento da letra não desceu para o coração, a ação e o bolso. São lentas em amar e modorrentas em doar. Bom, tem o culto missionário na 2a. semana do mês…

Perder a essência em nome da contextualização – resume-se a querer ser relevante numa geração pós-moderna perdendo o conteúdo e a essência. Decoramos a resposta mas não sabemos mais qual era a pergunta.

Josué viveu algo muito semelhante perto do fim da vida. Depois de uma vida de vitórias corajosas, ele clama ao povo de Israel para continuar a missão:

Façam todo o esforço para obedecer e cumprir tudo o que está escrito no Livro da Lei de Moisés,sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda (Josué 23:6).

Aplicando a “hermenêutica bíblica compactada”: esforcem-se e sejam corajosos em obedecer a Palavra de Deus.

O Corpo de Cristo deve permanecer na missão. Orientada pelo Espírito Santo e comandada pelo cabeça que é Cristo, deve usar de todos os meios possíveis para ser pioneira em sua visão, determinada no seu cumprimento e ter muita coragem para manter-se fiel aos princípios missionários do Evangelho dos Apóstolos. Quando nos desviamos dessa trilha, deixamos de aspergir graça e transmitir bênçãos aos que mais necessitam.


Por isso quero folga

12 - setembro, 2008

Olha só o que chegou pra mim por spam:

Chega de evngelicalismo!

Chega de evangelicalismo!

Não sei o que é pior: o irmão “Valadão” (ou vacilão) pousando de gatinho ou o conteúdo do evento que representa o pior do puro evangelicalismo brasileiro. Uma reunião com doses exageradas de doutrinas que deturpam a Bíblia, engano e muito fanatismo burro. Haverá de tudo: de gente inocentemente motivada em sua ignorância a outros que estão cegos em sua ganância revestida pela canalhice do engano.

Por isso que tenho escrito menos ultimamente…

Quando você acha que tudo está errado ao seu redor é hora de pisar no freio!


Juventude sem calça

4 - setembro, 2008

Ore pela igreja perseguida! Ser genuíno no compadecer, ajudar em sacrifício (na intercessão e no bolso). Se possível vá ao próximo que carece de graça e o presenteie com um abraço ou um olhar sincero. Isso é ser Corpo de Cristo mesmo estando a milhares de quilômetros de distância.

Isso parece diferente do que vi num site de uma dessas organizações cristãs de moços. A versão YMCA sem o índio e o marinheiro: underground.

Segue a descrição do evento.

NÃO VAI TER PAPÁ GOSTOSO,
NÃO VAI TER PALESTRANTE FAMOSO,
NÃO VAI TER CAMA, NEM PISCINA,
NEM QUADRA DE FUTEBOL,
A COISA QUE ESTAMOS MENOS PREOCUPADOS
É COM O SEU CONFORTO!
  

DIFERENTE DAQUILO QUE VOCÊ ESPERA DE UM RETIRO ESPIRITUAL? 
CERTAMENTE! 

E AÍ, AINDA INTERESSADO???


Você sentirá como é a rotina de milhões de cristãos que vivem sob ameaça constante do governo, de extremistas, guerrilhas ou até mesmo dos parentes!  

Você experimentará um pouco de como é servir a Deus sem recursos materiais, sem Bíblias, com poucos ao seu lado e quase o mundo inteiro contra você.

Esqueça seu papai, sua mamãe e sua casinha bonita. Se vire pra fazer sua comida, dividir o pouco material que tiver com outras pessoas, orar, resistir a perseguidores e conseguir sobreviver pra cultuar a Deus!

Você aprenderá sobre perseguição e vivenciará parte dela!
O nosso alimento é a Palavra. O nosso palestrante é você.
O nosso entretenimento é resistir. O nosso conforto é saber que é apenas uma simulação… ou será que não?

Trata-se de um “No Limite” Gospel, onde você “experimentará o que é ser um cristão perseguido”. Vai ser uma mistura de treinamento do Capitão Nascimento e camping de férias. 

É o RBD Gospel travestido de “causa nobilis”, ou sem causa nenhuma. Sinal dos tempos de uma geração que pede sinais…

“Uma geração apaixonada”.



O monge e o tipinho corporativo

3 - setembro, 2008

Não sei o que é pior: os tipinhos corporativos que existem nas grandes cidades (São Paulo tem vários dessa espécie) ou a pseudo-literatura que os alimenta chamada de auto-ajuda (auto se ajuda). Tipinhos corporativos são aqueles que só pensam no trabalho, na carreira e na empresa. Eles só falam sobre carreira, metas, treinamento e MBAs. Não têm família, não comem ou se quer fazem sexo. O seu único assunto é a corporação e como podem ser mais pró-ativos a procura de  novas oportunidades (leia-se conseguir um cargo executivo no topo do organograma).

O Monge e o Executivo é um dos livros adotados por gente dessa categoria (um psicólogo agora me mataria).  O argumento desta trolha tem algo peculiar: a exposição de Jesus como o principal exemplo de liderança corporativa. Como cristão, isso particularmente me ofende muito!

Igualaram Jesus Cristo ao Roberto Justus!

Para detonar o argumento pífio e ignorante desse livro, indico um artigo do Bacia das Almas:

http://www.baciadasalmas.com/2005/o-verbo-executivo/

Não quero me dar o trabalho de ler ou comentar (ainda mais) auto-ajuda. ARGH!