Deus ainda é soberano

Na luta entre o que penso e o que Deus acha frequentemente tenho ganho a batalha. Pelo menos nos arraiais terrenos e paupáveis.  Entre um livro velho que tem 2000 anos ou mais de idade (escrito numa cultura longínqua e obscura no tempo e espaço) e o que conheço por meio da era da informação pós-moderna, tenho escolhido a última porque me soa mais agradável, humana e por que não moralmente sustentável perante aos habitantes desse mundo.

O apóstolo Paulo também parecia ser um sujeito assim até que caiu do cavalo. Uns poderiam dizer que ele tem “sérios conflitos internos” mas creio que ele era realmente sincero consigo mesmo e sobretudo temente a Deus. Como observamos no que ele escreve em Romanos 9, uma coisa não anulava a outra:

Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne (Rm 9:1-3).

Este é o começo do grande texto de Paulo dissecando a relação entre a infalível e arbitrária soberania de Deus face a rejeição (temporária) de Israel como povo de Deus. Essa é uma verdade que Paulo “odiava” com grande angústia em seu íntimo. Mais que uma dissertação, este capítulo é um registro da conversa de Paulo com o Espírito Santo a cerca da soberania de Deus, dos reais motivos do fracasso de Israel em ser povo de Deus e de porque afinal hoje eu e você temos a graça de estarmos conversando sobre Deus e sua soberania milhares de anos depois.

Algumas verdades bíblicas são difíceis de ser engolidas mesmo. Pensar no Deus amoroso construindo vasos de ira não é aceitável no conceito divino de nossa época. Como pode Deus cobrar justiça do homem se ele endurece o coração de sua vítima e depois a condena? Que Deus é esse que faz o que quer como e onde quer sem levar em consideração a vontade e o sofrimento do homem?

Essa é uma forma de pensar que muitos tem escolhido durante todos esses séculos desde que Deus se revelou à humanidade. Dos profetas a Jesus, Deus sempre foi trocado por bezerros de ouro ou colocado no banco dos réus. Um raciocínio exercido seja por cristãos, ateus, pseudo-cristãos ou quase ateus.

Um outro caminho é fazer como Paulo e reconhecer que Deus é soberano. Que ele pode fazer e desfazer todas as coisas conforme lhe agrada.

E aí como o apóstolo no seu diálogo de Romanos 9, começaremos a ver a beleza da vontade e do  propósito divinos. Entenderemos como Deus conservou e guardou um povo rebelde para dele formar um remanescente fiel. Quem sabe finalmente deixaremos de conceber em nossas mentes um deus contraditório para amar de coração ao Deus gracioso que por meio da sua misericórdia permite que sejamos justificados pela fé na obra de seu Filho Jesus.

Nesse dia deixaremos a “falácia frívola” de lado para finalmente entender (e aplicar) biblicamente o que mais importa: amar obedecendo a Deus.

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