Julio Severo: Fundamentalista, Quixotesco ou puramente bíblico?

29 - junho, 2009

Sem omitir opinião, coloco a entrevista de Julio Severo ao novo site do Cristianismo Hoje.

http://cristianismohoje.com.br/ch/combustao/

Fundamentalista, Quixotesco ou puramente bíblico? O que você acha?


Um passo para trás, dois para frente

28 - junho, 2009

Se existe algo de verdadeiro no cristão é a sua habilidade em não fazer prevalecer suas vontades, expressões e pontos de vista.
Isso mesmo, você não entendeu errado. O verdadeiro cristianismo acontece quando não agradamos o umbigo, não prevalecemos em nossas preferências e tornamos nula a nossa razão.

Por quê?

Porque tomados pelo Espírito Santo preferimos glorificar ao Pai de nosso Senhor Jesus Cristo ao invés de tomar nossos direitos legítimos.

Porque preocupados com o Corpo de Cristo, preferimos fazer com que os fracos sejam fortalecidos para que todos sirvam ao Mestre de forma aprovada, proclamando justiça e paz, aspergindo misericórdia e graça nesse mundo desgraçado.

Porque recusamos uma falsa e tola elucubração intelectual proposta por muitos religiosos moderninhos e emergentes que provocam e são beligerantes contra os irmãos ditos ignorantes. Constantemente chamados de “massa marrom evangélica”, esses nossos irmãos em Cristo precisam de edificação e não destruição com ironia e palavras que produzem coceira aos ouvidos.

Porque no final o que interessa é seguir o exemplo do Mestre que negou a si mesmo como disse Paulo:

“Pois eu lhes digo que Cristo se tornou servo aos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos partriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia.”

Cristãos de verdade tornam-se servos e não se preocupam com auto-realização e escalada social. Verdadeiros discípulos tem amor à verdade de Deus e não estão preocupados em questioná-la procurando “Outra Verdade”. É a genuína fidelidade à sua Palavra.

Dando um passo para trás, o poder do Espírito nos empurra dois em direção da glória de Deus.


Não estou sozinho na Cabana

22 - junho, 2009

O livro “A Cabana” de William P. Young é um fenômeno editorial daqueles que está sendo vendido até em posto de gasolina. Tem sido aclamado por pastores famosos  e alguns que um dia já o foram. Na IBAB é quase recomendado como livro de cabeceira.

Um lugar na prateleira de best-sellers revela bem o perfil do livro e o quanto ele vai agregar ao repositório literário da humanidade. Se você estiver com muita vontade de ler o folhetim dê uma zapeada por ele sabendo da probabilidade de diarréia espiritual.

Se você não quer perder tempo mas está curioso porque é o assunto do momento, leia essa resenha aqui de autoria do Carlos Osvaldo Cardoso do SBPV. Concordando com a resenha, provavelmente você vai querer ler A Cabana com a Bíblia e muito Buscopan do lado.

Resenha muito útil, equilibrada e detalhista. Coisa que eu não tive talento suficiente para fazer num post anterior.


Pão de queijo com café e campainha

18 - junho, 2009

Cafeteria bacana essa na Alameda Rio Negro em Alphaville – Barueri

O café é o tradicional Café do Ponto do qual sou fá. Gosto de variar entre os cerrado mineiro, exportação e tradicional. Para acompanhar dois pães de queijo generosos e tudo por R$ 6.50.

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Interessante  é a campainha para atendimento. Você não fica com torcicolo procurando um garçom e nem o seu papo durante o café é interrompido por um solícito atendente.

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Podiam colocar isso no Frans Café. A única rede de cafeterias onde o cliente se torna translúcido.


O que penso do dízimo

15 - junho, 2009

Romanos 12: Renovar, reagir… relutante

8 - junho, 2009

Acho impressionante como alguns se dizem cristãos e pensam exatamente como antes. Não existe cristianismo sem uma total mudança de idéias, consciência e coração. É como se tudo que estivesse embaçado num fosco preto e branco ganhasse cores vivas.

Para alguns isso é quase instantâneo, a outros demora mais tempo. O importante é não se conformar com esse mundo malvado. Se todos são competitivos e agressivos eu não devo sucumbir a essa realidade que me obriga a ser sempre mais e melhor empurrados para uma competitividade destrutiva sob o risco de sermos rotulados (fracassado, acomodado, azarado, bipolar, depressivo, esquizofrênico?). Uma maquiavélica relação de causa e efeito que nos faz esquecer que depois da cruz um admirável mundo novo chegará em Jesus Cristo.

O Evangelho do Reino é assim: uma total mudança de visão. Não é expansão ou revisão de consciência como alguns neo-teólogos gostam de falar do púlpito de suas igrejas descoladas. É uma total renovação sem precedentes.

O que vem depois desta nova perspectiva cabe a nós sob a ministração do Espírito Santo.  Desde dons e talentos da mais diversa espécie a oportunidades de nos esbarramos por aí aspergindo e dispensando graça. Devemos reagir graciosamente lembrando do Deus que não hesitou em nos alcançar misericordiosamente. Precisamos fazer o bem incondicionalmente porque se Deus fizesse o contrário quem sabe onde estaríamos.

E como é difícil pagar o mal com o bem porque tem muita gente tosca no mundo que merecia mesmo queimar no inferno.

Assim como eu e você!


O mundo tá ficando complicado

3 - junho, 2009

Li isso num comentário do blog O Tempora, O Mores:

O mundo de hoje está muito esquisito. As coisas estão muito diferentes do que no passado. Pelo menos, muitas delas. Disseram que a tecnologia iria facilitar a nossa vida. Microondas, ferro elétrico, máquina de lavar, máquina de secar… Máquina de escrever, coitada! Essa nem existe mais. Tudo que foi construído, foi desenvolvido para nos ajudar. Mas, cada vez mais, estamos sem tempo. Não temos tempo para lazer e diversão. Mal conseguimos ver nossos filhos. Dificilmente conseguimos jantar com nossos amigos. Familiares então! Se não for um casamento aqui, um velório ali, ficamos mais de um ano sem ver os primos, sobrinhos, tios e tias.

Ensinaram-me na Escola Dominical que Deus tinha criado o mundo do nada. Depois de um tempo, tentaram me ensinar que não tinha sido bem assim do nada. Aprendi que a serpente tinha conversado com Eva. Passado um tempo, tentaram me convencer que isso era um tipo de história parecida com aquelas dos desenhos animados em que os bichos falam. Aprendi que num púlpito devíamos citar pensadores como Paulo, Pedro, Tiago e João – entre outros. Depois, começaram a citar uns caras como Jung, Freud, Leonardo Boff, Daniel Goleman e compará-los com os primeiros. Achei muito estranho isso – na verdade, continuo achando!

Ensinaram-me que os apóstolos já não existiam mais, que eles tinham se encerrado nos tempos de João. Há uns 10 anos atrás, os apóstolos voltaram! Contudo, voltaram meio diferentes. Eles possuem prata, ouro, quase não são perseguidos. Pelo contrário. Eles são convidados especiais em eventos especiais para pessoas comuns. Eles não entram mais pela porta dos templos. Quase nunca vão presos. Se vão, é porque mentiram, não porque falaram a verdade! Os apóstolos de hoje têm carros caríssimos, casas suntuosas, roupas de grife e talheres finíssimos. Na época da Bíblia, me disseram que os apóstolos precisavam das ofertas suadas das igrejas para se manterem vivos. Aprendi inclusive que o apóstolo Paulo trabalhava fabricando tendas. Qual é a profissão dos apóstolos atuais?

Meus antigos professores me diziam que eu tinha que levar minha Bíblia todo dia de culto na igreja. Meus professores modernos, às vezes, nem abrem a Bíblia durante o culto. Alguns quando vão citar um versículo, pedem para eu não abrir a Bíblia para não perder a atenção no que eles vão dizer. Ué, pensei que eles fossem falar da própria Bíblia!!! Isso também mudou. Quando alguém ia pregar no culto de domingo, o pregador sempre falava sobre a Bíblia, sempre falava da Bíblia, depois mostrava porque aquele trecho era importante para mim. Hoje em dia, os pregadores que eu ouço, falam de suas experiências (algumas bem engraçadas, outras muito tristes), falam de como administram suas igrejas, falam dos problemas que as pessoas têm no trabalho, na família, no casamento. E depois dão alguns exemplos de personagens bíblicas que passaram por situações parecidas.

E quando eu cantava. Hoje, o pessoal na igreja parece que está numa academia quando levantam as mãos. Naquela época, as músicas tinham expressões do tipo “para Deus”, “Deus é soberano”, Tu és fiel”, “Toda a glória a Ti”, “Deus não é homem para mentir”, “sou Teu”, “Deus me ama”. Hoje, é tudo muito diferente. As músicas hoje são “me devolve”, “tenho direito do que é meu”, “eu quero de volta”, “Deus é meu”, “estou apaixonado por Jesus”. Não sei mais o que está acontecendo. Estou realmente confuso para muita coisa.

Dizem que tudo hoje é relativo e não há mais absolutos. E essa frase? Ela também é relativa? Eu creio que a Bíblia é a verdade, sem contestação, sem comparação, acima de qualquer outro texto humano. A Bíblia é absoluta, inigualável, autoritativa, harmônica, verdadeira, infalível. Ela é a palavra final em todas as discussões que envolvem a pessoa de Deus. Ela não precisa de nada externo a ela para lhe dar credibilidade. Ela não precisa da Ciência, das religiões, das autoridades acadêmicas, dos achados arqueológicos para ser digna de crédito. Nada nem ninguém se compara a ela. A Bíblia Sagrada é totalmente absoluta e não há nada, nem ninguém que faça frente a ela.

É mais ou menos como me sinto quando vou à igreja no domingo. Antigamente era simples, hoje dizem que tem que ser relevante.

Talvez seja hora de procurar uma igreja careta!