Síndrome das Pernas Inquietas

29 - janeiro, 2010

Olha o que achei no link abaixo:

http://www.sindromedaspernasinquietas.com.br/

Eu devo ter isso. Digito, leio e durmo mexendo as pernas. A minha auxiliadora idônea reclama às vezes disso.

Sempre achei que era tic-nervoso, mania, sofreguidão, fogo no rabo, sei lá! Agora descobri que tem um nome: “Síndrome das Pernas Inquietas”.

Então problema resolvido! Como todos os males na vida basta definir com um nome ao invés de resolvê-los: mal-humorado é bipolar, ansioso tem síndrome do pânico, bebum é dependente químico.

E como ladrão virou cleptomaníaco conseguimos assim diagnosticar a capital do país e seus políticos e funcionários.


Deus faz piada da sabedoria humana

25 - janeiro, 2010

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (I Coríntios 1:18-20)

É possível conciliar o conhecimento humano e a sabedoria de Deus expressa nas escrituras? Como perguntaria um filósofo: O que tem Atenas a ver com Jerusalém?

Podemos olhar para a Bíblia com os olhos de quem lê a Veja e a Super Interessante? Um PHD pode apenas com seu labor entender a mensagem da salvação contida nas escrituras? O mais eminente sábio da Sorbonne consegue descobrir verdades a cerca das relações humanas e Deus a partir da Psicologia, Filosofia e Sociologia?

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo (I Coríntios 2:12-16).

A resposta é não. Toda sabedoria do mundo não é suficiente para convencer da verdade e do juízo. Somente aqueles que tem o Espírito de Deus conhecem a sabedoria de Deus. -sofia ou -logia nenhuma pode levar alguém a conhecer a Deus. A sabedoria divina é acessível a todos que tem acesso ao Espírito… incluindo os humildes e os ignorantes e os que tem mestrado e doutorado em coisa alguma.

A humildade é condição sem concessão ao Reino de Deus. Do iletrado ao estudioso, assalariado ou zilhardário. Há miseráveis de espírito e conta bancária. Alguns poucos ricos nas finanças e no galardão divino. A diferença? No pensar e no agir… Sempre para Cristo, sempre para a sua glória.

Os bem-aventurados tem a mente de Cristo, continuará você a acreditar na Veja?


Teodicéia: BLARGH

18 - janeiro, 2010

Pronto! Um desastre horrível e as pessoas ficam questionando a Deus, seu poder e soberania. Se você quer atribular seu coração ao invés de se compadecer com a dor dos haitianos, leia a coluna mala sem alça da Folha.

Ao menos o autor do texto é um  jornalista ateu e não um proeminente pastor de uma igreja batista ou da assembléia de Deus infelizmente ainda ouvido por muitos:

14/01/2010
Deus e a terra

Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir –ou pelo menos permitir– tanto sofrimento?
O problema da teodiceia, que assombra os filósofos há séculos, já foi aplicado a movimentos de placas tectônicas. Em fins do século 18, época em que o hoje miserável Haiti ainda era a “pérola das Antilhas”, a mais rica colônia do Novo Mundo, Voltaire e Rousseau se engalfinhavam na célebre polêmica do terremoto de Lisboa, que já explorei em outras colunas, mas retomo aqui para que a tragédia haitiana pelo menos nos forneça material de reflexão.
Em 1755, mais precisamente às 9h40 do dia 1º de novembro, um grande sismo atingiu a cidade de Lisboa, então a quarta maior da Europa. Era Dia de Todos os Santos e, por isso, a maioria dos moradores estava na missa. Muitos morreram sob os escombros de igrejas que ruíram. As áreas baixas da cidade foram rapidamente engolidas por ondas gigantescas. Como se não bastasse, seguiu-se um terrível incêndio, que destruiu boa parte do que havia sido poupado pelo tremor. O fogo durou seis dias. O total de mortos ficou entre 30 mil e 70 mil.
Além dos alicerces de Lisboa esse megassismo fez tremer o fervilhante mundo intelectual do século 18. Vinte e três dias após a tragédia, Voltaire, o pseudônimo de François-Marie Arouet (1694-1778), publicou seu “Poema sobre o Desastre de Lisboa”, cujo subtítulo é: “ou o exame do axioma: ‘tudo está bem'”. De seus versos emerge uma boa dose de indignação: “É preciso dizer: o mal está na terra:/ Seu princípio secreto é desconhecido/ Do autor de todo bem terá ele partido?”.
Com efeito, a contradição entre a ideia de um bem absoluto e o mal visível é conhecida desde a Antiguidade. Atribui-se a Epicuro o seguinte dilema: Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal –e não é benevolente– ou não pode fazê-lo –e não é onipotente. (Poderíamos, é verdade, reduzir o dilema a um problema de linguagem e, portanto, a um falso paradoxo: a questão é insolúvel porque foi mal formulada; não posso exigir nem de um Ser Supremo que aja contraditoriamente. Mas, com essa interpretação, perderíamos toda a graça do debate metafísico).
A dificuldade levou teólogos e filósofos cristãos a reduzir o mal a uma aparência. Quando achamos que algo representa o mal, na verdade, estamos fazendo uma leitura equivocada do fenômeno. Nós, humanos, não podemos, como Deus, enxergar as coisas em suas reais dimensões. Não podemos dizer que alguém sofre injustamente se não conhecemos, como Deus, todos os seus pecados. Tampouco sabemos quais são os planos divinos para o futuro. O que hoje parece o mal poderá ser compensado no futuro. Depois, não devemos nos limitar ao plano individual. Deus pensa grande –ocupa-se de toda a Criação–, e certos sacrifícios são necessários.
O texto de Voltaire é, na verdade, uma crítica a sistemas que postulam um certo otimismo filosófico. Os alvos são o alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) e, em menor escala, o inglês Alexander Pope (1688-1744), que versificou e popularizou ideias do alemão. Num resumo extremamente grosseiro, o filósofo tedesco leva o racionalismo teológico às últimas consequências e postula que o mundo em que vivemos é o melhor dos mundos possíveis. O Deus sábio e necessário –e, portanto, existente–, dentre todos os mundos possíveis, criou o melhor de todos. Tudo está bem.
Quem leu o “Poema” e não gostou foi Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). A resposta veio em 18 de agosto de 1756 sob a forma de carta, a “Lettre sur la Providence”. Aí o bom Jean-Jacques, para isentar o bom Deus e a gentil mãe-natureza de toda a culpa, prefere atribuí-la aos homens. Como bem observa o cidadão genebrino, não foi a natureza que, numa área relativamente exígua “reuniu 20 mil casas de seis ou sete andares”. Ele vai ainda mais além e pergunta-se “quantos infelizes pereceram neste desastre, porque quiseram pegar, um suas roupas, outro, sua papelada, outro, seu dinheiro?”.
Embora hoje pareça óbvio que as consequências de um terremoto –ou mesmo de um furacão, uma enchente e vários outros desastres “naturais”– são inseparáveis do tipo de sociedade na qual ocorre a tragédia, essa era uma ideia original no século 18. Vários autores veem aí o surgimento da abordagem sociológica desse tipo de fenômeno.
De um modo geral, concordo com Voltaire e Rousseau. Sei que, com essa confissão, corro o risco de ser acusado de tucano, mas não creio que as duas leituras sejam mutuamente excludentes. É perfeitamente possível concluir que erros na ocupação do solo respondem por boa parte dos estragos provocados por terremotos e, ao mesmo tempo, que a ideia de uma Providência benfazeja e onipotente apresenta problemas.
O interessante aqui é que, quaisquer que sejam nossas inclinações, não ficamos indiferentes a tragédias como a do Haiti e rapidamente nos colocamos a procurar respostas. De algum modo, precisamos encontrar explicações –e de preferência culpados– que julguemos satisfatórias para tamanho desperdício de vidas. Daí que buscamos identificar padrões, sejam eles herméticos, como no caso dos insondáveis planos de Deus, ou plenamente racionais, como na hipótese de mau uso do terreno. Se há uma ideia que se nos afigura insuportável é a de que tanta destruição possa ser apenas fruto de um movimento aleatório e imprevisível. É justamente para combater a ideia de que o acaso (e com ele a ausência de propósito) está no comando que, suspeito, criamos a noção de Deus.

Conhecer a Deus: a chave para o sucesso

16 - janeiro, 2010

Ah, chavões e frases de efeito. Gostamos muito de frases e soluções prontas:

  • Cinco passos para…
  • Seja/faça (o que você quiser) em 40 dias.
  • Como (fazer/ter/ser algo bom) sem (o preço ou ônus).
  • A chave do sucesso para…
  • (algo que você quer mudar) de alta-performance.

Apresento agora a solução definitiva para conhecer mais a Deus. Sem auto-ajuda ou receitas de bolo batidas (trocadilho). Só texto bíblico inspirado por Deus, método fora de moda nesses dias descolados…

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós (I João 1:6-8).

Vou-lhe contar algo que os olhos já não podem ver: se quer conhecer mais a Deus é importante saber exatamente QUEM VOCÊ É: um pecador miserável que carece de Deus. Isso mesmo! Você não é nada e está condenado a viver para sempre de forma miserável. Você sozinho não pode agradar a Deus mesmo que tente até transpirar sangue. Torço para que perceba isso o quanto antes.

Se você já sabe disso, está apto a conhecer a Deus.

Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro (I João 2:1-2).

Essa é a boa notícia. Na verdade a melhor que foi contada nos últimos 2000 anos. Jesus Cristo morreu por todos os miseráveis pecadores (eu e você) e não temos mais culpa.  O que João quis carinhosamente explicar foi que ao conhecer mais a Deus há a triste possibilidade de ainda pecar. Devemos lembrar QUEM Jesus É e o que ELE fez por nós.

Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou (I João 2:4-6).

Infelizmente nesses dias maus seremos facilmente enganados a pensar que Jesus não é suficiente e que existe mais coisas debaixo do céu e da terra do que foi revelado na Bíblia. Sejam os problemas da vida ou os enganos de nossa era pós-moderna tudo nos empurrará para o descrédito e o ceticismo. Perceberemos o inevitável: a vida é feia, feita por gente feia que só quer ganhar dinheiro.

Nessas horas sombrias precisamos voltar e lembrar da PALAVRA. Lembrarmos de como Jesus e os apóstolos viveram. Respirar e transpirar os ensinos e princípios bíblicos. Isso é guardar os mandamentos de Jesus. Coisas  que vão além da Escola Dominical e do púlpito de todo santo domingo.

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (I João 2:14-17).

Voltando às frases de efeito a chave para o sucesso é PERMANECER. Lembrar que tudo é passageiro. As ambições e os desejos carnais. O esportivo vermelho rasgando o vento; o olhar da coisa mais linda que vem e que passa num balançado que é mais que um poema; o seu time no centenário ganhando o torneio continental.

Todas essas coisas passam. Deus e sua palavra permanecem. Ele convida os seus a PERMANECEREM.


Goooool… café Pelé!

4 - janeiro, 2010

Experimentei o “ristretto” do café Pelé com raspas de limão.

Resume-se a uma dose de espresso super concentrada com gostinho de limão.

Estranho mas eu gosto.

Muito melhor é o brinquedinho que fica em cima das mesinhas perto dos sofás do fundo. Faz um tempão que não jogava “pregobol“.

Tente fazer um gol acertando a bolinha com a mão. Cada um joga uma vez e não exagere na condução da bola.

Descobri que futebol se ganha jogando pelas pontas, como diria o mestre Telê Santana.


Utopia ou não pia?

3 - janeiro, 2010

Se um dia você for numa dessas igrejas metidas à besta e ouvir uma apologia à “utopia cristã” tenha em mente que essa idéia não é nova nem revolucionária. É um refugo com cheiro, gosto e jeito de catolicismo romano latino americano conhecido como “Teologia da Libertação”.  Depois da queda do muro de Berlim e da URSS essa filosofia foi deixada de lado mas ela ainda vive em guetos católicos e neo-protestantes-ortodoxos.

Você pode ter ouvido algo parecido com o texto abaixo de uma das cartilhas dos estudiosos dessa corrente:

Um mundo sem esperanças afunda em crises de sentido cada vez mais profundas, nenhuma promessa de satisfação consumista poderá encher o vazio nos corações de seus integrantes. Nessa situação surge mais do que nunca a necessidade de anunciar e de proclamar, a um mundo carente de esperanças, a grande mensagem do Reino de Deus.

Vista assim, a parusia já começou; ela está em andamento, é processo de cristificação do relacionamentohumano, que ao mesmo tempo é processo de humanização (…). Ela ganha cada vez mais em probabilidade, quando mais conseguimos superar uma cosmovisão mágico-apocalíptica.

BLANK, R. Nosso mundo tem futuro.

À medida que os homens, em consciênciae liberdade, vão respondendo, através de suas ações, de seu compromisso na história, a esses interpelativos de Deus, já se inicia a eternização do Reino. Não é simplesmente no momento da morte que amadurece definitiva e universalmente o que o homem vem construindo na história. Já dentro da história tal amadurecimento se dá, desde toda vez que o homem se coloque em liberdade diante da interpelação do infinito de Deus, naturalmente através de inúmeras mediações.

LIBANIO, J. B. & BINGEMER, M. C. L. Escatologia cristã. Petrópolis: Vozes, 1985. P. 131

Palavras bonitas jogadas ao vento. Cristianismo mutilado em socialismo. Jesus (tra)vestido de Che Guevara, Dilma e Dirceu. Igrejas, líderes e teólogos que pensam que “O Capital de Marx” é o quinto evangelho não canônico.


Vanilla café no portal

2 - janeiro, 2010

Tá de bobeira a tarde? Vá tomar café!

Se você como eu se cansa às vezes de ver tanta gente nesse formigueiro que é Sampa vá ao Vanilla Café do Portal do Morumbi. Não é o melhor café do mundo mas é um lugar razoavelmente tranquilo com um bom atendimnento para um bom papo.