Atento às eleições

25 - junho, 2010

A tal comunidade evangélica sempre se comporta mal nas eleições. É impressionante a falta de capacidade ao escolher um candidato. Os evangélicos já elegeram Maluf, Collor, Garotinho e até abraçaram Lula depois de chamá-lo de anticristo comedor de criancinhas.

Tem umas dicas que achei no blog do Carlos Bregantim sobre como um cristão deve tentar se livrar dos canditatos que aparecem na igreja na época eleitoral. Não concordo muito com algumas de suas idéias e acho o tal Caminho da Graça algo um tanto estranho (dou o benefício da dúvida).

DICAS:

01-Inteire-se do assunto, afinal você é um cidadão com direitos e responsabilidades, e vive num pais democrático em que, cada cidadão escolhe seus governantes e representantes nas instâncias publicas. Não de ombros. Leia, pergunte, participe de alguma iniciativa próxima de você que esteja esclarecendo sobre este assunto. Prefira iniciativas que não sejam na igreja, ou, pelo menos inclua uma outra iniciativa fora da igreja. Assim voce terá como comparar os discursos e propostas.

02-Desde já, vá construindo de modo consciente o seu voto, pois, isto pode impedir qualquer tipo de sedução dos lados interessados, sejam políticos ou lideres.

03-Acesse os programas dos partidos e dos candidatos, e trate direto com eles o que você entende que é o melhor para cada cidadão brasileiro, independente de sua religião, classe social, raça, orientação sexual , etc…

04-Confronte sua liderança sobre os acordos que já estão sendo feitos com políticos, partidos, grupos partidários, denominações e questione tudo que você entende que não condiz com os valores do Reino, sobretudo no que tange a justiça e propostas que tragam benefícios só para aquela comunidade.

05-Não acredite em profecias, revelações e qualquer discurso que direcione o voto do rebanho em favor deste ou daquele candidato. Não aceite e nem se dobre a pseudo autoridade espiritual que recomende ou obrigue os fieis a votar em alguém. Não acredite em declarações de politicos em palcos de igreja, pois, eles sabem como se portar e são orientados para agir e reagir segundo os modos de cada comunidade.

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Passo #3: Comece agora com a Escatologia carpe diem: ”Jesus já voltou! Você não viu?”

16 - junho, 2010

“Pois o que testemunhamos neste dia de Pentecostes é nada menos, senhoras e senhores, do que a volta de Cristo”

(Paulo Brabo em sua viagem na maionese)

Se você chegou ao terceiro passo é porque está realmente interessado em mergulhar fundo nos mares do ateísmo-evangélico. Com certeza ainda está atordoado pelo estado de maravilhamento que o levou ao questionamento de tudo o que você ouviu sobre o Evangelho. O frescor do renovo de liberdade das regras impostas pelo livro antiquado chamado Bíblia fez com que tudo fosse finalmente sujeito a uma nova e brilhante interpretação.

O terceiro passo consiste em colocar um pé firme nessa abordagem. Uma pá de cal em qualquer tentativa de interpretação literal da Bíblia. Um golpe no coração da hermenêutica, sim, aquela ciência antiga que tenta em vão interpretar e explicar os textos bíblicos observando a gramática interna do texto, a crítica textual e a cultura e contextos da época.

É hora de você eliminar qualquer crença que remeta à volta de Jesus Cristo!

As evidências da segunda vinda de Cristo nas Escrituras são inúmeras (Mateus 24:3; 24:27; 24:37 I Coríntios 15:23; I Tessalonicenses 3:13; 4:15; II Tessalonicences 2:1) mas se o passo 2 foi bem executado você já arranjou outra interpretação para esses versículos que não seja a volta real de Cristo. Afinal não faz nenhum sentido aguardarmos a volta de Jesus se esse mundo está tão legal, tão bonito, só precisando mesmo de uma ajudinha nossa para ficar melhor e aí sim colocarmos a cereja no bolo.

Por isso que a Escatologia deve ser morta. A expectativa da volta de Cristo nos faria lealmente esperar, confiar e servi-Lo (Filipenses 1:9-11). Infelizmente não podemos mais esperar por isso num mundo onde as necessidades são urgentes. Olhar os lírios do campo e as aves do céu? Poesia não supre as necessidades de ninguém! O importante é discutir sobre como encher melhor os nossos estômagos. Num tempo remoto os cristãos discutiam como se daria a volta de Cristo. Hoje nem discutimos a forma mas simplesmente ignoramos o fato e bradamos em alto e bom som que não precisamos mais da sua volta para implantar o Reino. Outrora tínhamos uma doce e errônea pretensão de que como igreja faríamos tudo pelo Senhor e Ele só voltaria para empurrar a bola ao gol. Atualmente cremos que já ganhamos o campeonato e o Senhor Jesus é um cartola que erguerá a taça e entregará o cheque.

Então seja mais homem-humano-independente e jogue no lixo essa esperança infantil de que Jesus vai voltar e nos levar com ele para a sua morada. Cristãos adultos e intelectualizados sabem resolver seus problemas sozinhos e não ficam anseiando a volta de um Messias que os resgate da sua miséria. Jesus disse: “Bem aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus”. A igreja pós-moderna diz que o reino é esse mundinho mequetrefe portanto contente-se em fazê-lo funcionar.

Como se faz com uma privada velha entupida tente consertar o mundo para ver novamente a porcelana. Quando estiver afogado durante o conserto você poderá gritar feliz da vida:

“A volta de Cristo somos nós”


Um agnóstico sensato

9 - junho, 2010

Até onde sei o João Pereira Coutinho é agnóstico. Apesar de incrédulo ele consegue ser mais sensato que muito pastor descolado.

O canibalismo é relativo

Li com interesse a “gaffe” do premiê da Nova Zelândia. Relembro os pormenores: o governo do país mantém negociações com as tribos indígenas para devolver territórios que esses povos consideram sagrados.Foi nesse contexto que o premiê John Key resolveu fazer uma piada, confessando-se aliviado por não ter que jantar com os povos Maori. “Se eu fosse jantar com eles”, afirmou Key, “o mais provável era ser eu a refeição.”

Ri com o comentário: hoje em dia, é muito difícil encontrar boas piadas sobre canibais. Mas depois reparei que o mundo não ria: os Maori, disseram especialistas diversos, deixaram de comer gente há duzentos anos. E a opinião de Key foi, no mínimo, “insensata”.

Fiquei em silêncio, acabrunhado com a minha insensatez perante a insensatez do premiê. E então percebi como são estreitos os limites do relativismo.

Todas as culturas devem ser avaliadas apenas pelos seus valores internos? Eis o credo do relativismo cultural, que rapidamente desagua numa forma extrema de relativismo moral: se todas as culturas apresentam valores distintos, não existe um padrão externo e universal a essas culturas capaz de as avaliar, condenar ou hierarquizar.

O próprio Montaigne, aliás, em ensaio clássico sobre o canibalismo, alertava: quem disse que os indígenas do Brasil são “selvagens” e “incivilizados”? Essas opiniões são apenas preconceitos que reduzem a diversidade do mundo a um único padrão explicativo. E nem mesmo o canibalismo horrorizava Montaigne, desde que o material das refeições (normalmente, meus antepassados portugueses) já estivesse morto no momento do espeto.

Respeito Montaigne. Mas gostaria que os discípulos do francês respeitassem até o fim o credo que eles próprios professam, o que raramente acontece. Quando um relativista discute o Ocidente e a sua história, ele não hesita em fazer juízos de valor que estão interditos, por exemplo, em relação aos zulus; ou aos aborígenes australianos; ou aos índios brasileiros. Os zulus, os aborígenes e os índios devem ser compreendidos na sua singularidade, mas nunca condenados. O Ocidente não deve ser compreendido; apenas condenado.

Existe aqui um erro conceptual da maior importância. Porque se nenhuma cultura pode ser avaliada externa e objetivamente por um padrão universal, então não existe qualquer legitimidade para avaliar ou condenar aquela região do globo que se convencionou chamar de “Ocidente”. Condenar o imperialismo do Ocidente, por exemplo, e mesmo as suas práticas mais desumanas (como a escravatura) será tão abusivo como condenar o canibalismo dos índios. Ou dos Maori.

Se as patrulhas exigem silêncio ao premiê da Nova Zelândia sobre a história canibal de terceiros, seria bom que pensassem duas vezes antes de fazerem ruído sobre a história e as práticas das “tribos” do Ocidente. Quando tudo é relativo, tudo é perdoado.

Inclusive o pastor da mesa branca no post abaixo.


A água branca e a mesa branca

8 - junho, 2010

Ótimo texto do Marcos Granconato:

No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.

Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?

Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.

Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!

Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente… O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.

Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!

Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!

Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).

Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.

Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!

Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

Retirado de: http://www.igrejaredencao.org.br/ibr/index.php?option=com_content&view=article&id=287:a-agua-branca-e-a-mesa-branca&catid=17:pastoral&Itemid=114

Para “ouvir” os aplausos dos espiritualistas:

http://espiritualistas.comze.com/?tag=ed-rene-kivitz


Reconstruindo os Fundamentos

6 - junho, 2010
Extraído do site da Igreja Batista de Vila Mariana:
Muitas pessoas nos dias atuais, crentes ou não, vêem o sistema chamado religião com grande suspeita. Com isso quero dizer que estes gostam mais de uma “espiritualidade transcendental”, criando para si deuses de sua própria experiência; eles enxergam a religião como uma imposição de credos e conjuntos de dogmas, juntamente com códigos morais das expectativas divinas. Por isso, resistimos quando nos dizem no que crer e como viver – até mesmo quando é Deus quem fala através do que chamamos teologia. Precisamos reconstruir os fundamentos da nossa fé.
No entanto, Paulo nos chama “à unidade da fé”, não a uma “experiência de fé”, mas a fé no “conhecimento do Filho de Deus”. É isso precisamente o que se propõe à teologia, a construção do corpo de Cristo na fé e no conhecimento do Filho de Deus. Sem isso, a igreja não sobrevive. No momento estamos sendo lançados de um lado para o outro a cada novo ensinamento de movimento de sinais e maravilhas, e modismos de psicologia popular e cruzadas políticas; desde visões estranhas e predições da segunda vinda de Cristo até pontos de vista extraordinariamente não ortodoxos quanto à salvação.
É preciso entender de uma vez por todas, que sem uma estrutura teológica sólida (Bíblica), qualquer coisa que construamos será acidental, e, como a casa da parábola do Senhor, erguida sobre a areia do capricho pessoal e do modismo social. O que permanecerá não são os nossos castelos de areia, por mais impressionantes segundo os padrões do mundo que eles sejam, mas sim a verdade teológica contida na Bíblia. É tempo para o crente que leva a Bíblia a sério, considerar o que a Bíblia diz ser sério, com igual seriedade; e a Bíblia leva a teologia muito a sério.
Os líderes de igreja não são dados para construir igrejas maiores com uma série de programas impressionantes e “celebrações” empolgantes, mas “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo . . . para que não sejamos meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.12-14). Somos preparados para o aperfeiçoamento dos santos, onde o corpo é edificado, não para chamados superficiais ou experiências que transcendem o ensino sagrado da Bíblia, que na verdade, servem para autenticar atitudes, no mínimo, suspeitas quanto às suas intenções. Lembremos que sem teologia sadia, não existe igreja sadia, que a experiência na Bíblia nunca se sobrepõe ao ensino bíblico, mas esta se amolda aos ensinos inspirados por Deus.
Post Tenebrax Lux

Pr. Carlos Artur


Cafeera… Era uma vez

1 - junho, 2010

Aquele café encorpado e levemente adocicado com sabor marcante. Para tomar de colher dada a espuma super grossa.

Infelizmente agora só na memória e nos corações daqueles que um dia tomaram o espresso “Fazenda” no Cafeera. As cafeterias “Grão Espresso” vendem um outro café da mesma fazenda Ipanema.

Não é ruim, mas preferia o outro. Esse tem menos espuma e  uma acidez mais pronunciada.

O capricho ao tirar também deixa a desejar. Até a colherzinha veio molhada…

Vai minha tristeza e chega de saudade… Quero um espresso que salve o meu dia!