Reconstruindo os Fundamentos

6 - junho, 2010
Extraído do site da Igreja Batista de Vila Mariana:
Muitas pessoas nos dias atuais, crentes ou não, vêem o sistema chamado religião com grande suspeita. Com isso quero dizer que estes gostam mais de uma “espiritualidade transcendental”, criando para si deuses de sua própria experiência; eles enxergam a religião como uma imposição de credos e conjuntos de dogmas, juntamente com códigos morais das expectativas divinas. Por isso, resistimos quando nos dizem no que crer e como viver – até mesmo quando é Deus quem fala através do que chamamos teologia. Precisamos reconstruir os fundamentos da nossa fé.
No entanto, Paulo nos chama “à unidade da fé”, não a uma “experiência de fé”, mas a fé no “conhecimento do Filho de Deus”. É isso precisamente o que se propõe à teologia, a construção do corpo de Cristo na fé e no conhecimento do Filho de Deus. Sem isso, a igreja não sobrevive. No momento estamos sendo lançados de um lado para o outro a cada novo ensinamento de movimento de sinais e maravilhas, e modismos de psicologia popular e cruzadas políticas; desde visões estranhas e predições da segunda vinda de Cristo até pontos de vista extraordinariamente não ortodoxos quanto à salvação.
É preciso entender de uma vez por todas, que sem uma estrutura teológica sólida (Bíblica), qualquer coisa que construamos será acidental, e, como a casa da parábola do Senhor, erguida sobre a areia do capricho pessoal e do modismo social. O que permanecerá não são os nossos castelos de areia, por mais impressionantes segundo os padrões do mundo que eles sejam, mas sim a verdade teológica contida na Bíblia. É tempo para o crente que leva a Bíblia a sério, considerar o que a Bíblia diz ser sério, com igual seriedade; e a Bíblia leva a teologia muito a sério.
Os líderes de igreja não são dados para construir igrejas maiores com uma série de programas impressionantes e “celebrações” empolgantes, mas “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo . . . para que não sejamos meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.12-14). Somos preparados para o aperfeiçoamento dos santos, onde o corpo é edificado, não para chamados superficiais ou experiências que transcendem o ensino sagrado da Bíblia, que na verdade, servem para autenticar atitudes, no mínimo, suspeitas quanto às suas intenções. Lembremos que sem teologia sadia, não existe igreja sadia, que a experiência na Bíblia nunca se sobrepõe ao ensino bíblico, mas esta se amolda aos ensinos inspirados por Deus.
Post Tenebrax Lux

Pr. Carlos Artur

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Ortodoxia generosa ou desastrosa?

18 - abril, 2010

“Jesus não tinha uma declaração de fé”
– do site
emergent us

A nova moda entre as igrejas que mais bombam nesse Brasil é jogar a declaração de fé no lixo. Uma igreja leve e pós-moderna que não ousa se colocar entre as ovelhas e Cristo. Quanto menos governo, regras e normas melhor. Vamos limpar o terreiro e dançar ao som da ortodoxia generosa.

Primeiro removeram a reverência. Depois a pontualidade e a fidelidade nas ordenanças. Ceia? Pra quê? Batismo? Blargh! Ir no culto ao domingo? Que importa? Deus está em todo lugar não é mesmo? Por que não se importaria de ficar ao meu lado enquanto assisto o Esporte Espetacular estirado no sofazão?

Assembléias, dízimos, serviço na igreja, escola domincal. Tudo para debaixo do tapete. Ouvi de um pastor da Teologia Batista da Libertação ao questioná-lo sobre a assiduidade dominical: “Vá viver a vida”. Deveriam colher um depoimento dele e colocar em uma das novelas do Manoel Carlos.

Nossas igrejas resumiram-se a um show musical finalizado por uma grande palestra motivacional realizada por um pregador celebridade Gospel. Agora removeram o último bastião que separa os cristãos protestantes do resto da maçaroca religiosa que se diz cristã. Sim, a declaração de fé!

Pois os emergentes americanos não perderam tempo e a retiraram de campo. Nós tupiniquins ignorantes que pousamos de latino-americanos revolucionários papagaiamos as idéias deles e as pioramos quando temos algum espaço e criatividade. Várias comunidades (famosas ou não) removeram a “declaração de fé” por a acharem inadequada, opressora e invasiva.

Talvez eles tenham que se entender com o Novo Testamento. A igreja primitiva não se cansava de se reunir para estabelecer regras e procedimentos para viver melhor e cumprir a sua missão (leia o livro de Atos). Paulo lista requisitos indispensáveis para os líderes nas cartas pastorais (Timóteo, Tito) e também o que fazer com cristãos não-ortodoxos (I Coríntios 5). Critérios de exclusão da comunidade dos salvos foram deixados claros e cristalinos por Jesus em Mateus 18.

Justo esse que os emergentes dizem que não tinha declaração de fé!

Talvez eles não queiram mesmo se entender com a Bíblia. Os argumentos da Palavra e a voz do Espírito já estão muito empoeirados debaixo de tanta Filosofia, Psicologia e Sociologia. Talvez haja esperança, talvez seja perda de tempo. Eles há muito tempo deixaram de seguir as Escrituras como única e suficiente fonte para o ensino e a disciplina. Estão todos na mesma lama: neo-pentecostais universais, pentecostais do horário nobre comprado, betesdenses-globais e batistas-psico-sociólogos.

Espécies que habitam uma arca de Noé inversa na qual quem embarca uma hora naufragará.


Porque acredito na igreja (Efésios responde)

19 - março, 2010

“a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo (Efésios 1:12)”

Já manifestei diversas críticas a como algumas decisões e atos ocorrem na igreja. Sem dúvida algumas vezes o Corpo de Cristo é mal tratado isso quando não é vilipendiado, saqueado e usurpado.

Esses tristes fatos não me dão o direito de questionar a igreja ou desqualificá-la como agente de Deus nesse mundo.

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele (Efésios 3:8).”

O mistério de Deus chamado Igreja é o único agente de Deus que pode trazer sua sabedoria ao mundo. Eliminá-la dos planos de Deus é riscar a sua sabedoria do mapa.

Pessoas cansadas e maltratadas no ambiente da igreja tem a apedrejado. Pastores da moda descolados ou não do alto de seus púlpitos gritam aos quatro cantos que a igreja deve renascer sobre um novo paradigma. Sob uma nova égide de total inclusão e permissividade os líderes emergentes prometem um renovo (não do Senhor) que permite uma nova organização dos seguidores de Jesus.

Esse não parece ser o paradigma de Efésios:

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. (Efésios 2:19-22)”

Se “estrangeiro”, “santuário” e “peregrino” indicam uma clara separação entre alguns e outros gostaria de entender porque a necessidade de tanta afirmação de inclusividade total. Crescer sobre uma base (Cristo) e ajustando-se a uma estrutura (edificar) não parecem relatar a idéia de “igreja mínima”, do liberou geral!

Engraçado que os pastores emergentes tupiniquins são esquerditas e estatizantes na sua política mas neoliberais-privatizantes na sua Eclesiologia. Esse infelizmente é o espírito da época que precisa abraçar e ser aceito por tudo e todos.  É assim que pensa essa gente do “contra tudo que está aí” jogando o ensino dos apóstolos do Novo Testamento no lixo. Ouvi esses dias pastor batista famoso dizendo que não gosta de igreja nem de crente.

Felizmente Deus através das Escrituras manifesta-se de forma oposta. Devemos ser gratos e honrados por ter sido escolhidos pelo Pai para fazer parte de sua eleição. É dentro e não fora da igreja que seremos transformados em justiça e santidade. Será no fundamento dos apóstolos que a igreja cumprirá a sua real e única vocação: glorificar o Pai.

Sendo assim, temos duas opções dadas por Efésios 4:

A primeira:

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”
Ou a segunda:
“Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos”

Bíblia ou pizza?

8 - dezembro, 2009

Há tempos atrás quando programava um evento numa igreja local sempre aparecia o dilema: esse será um evento recreativo ou “espiritual”?

Diversão garantida:  jogávamos bola ou nos esfacelávamos num cabo de guerra. Éramos convidados a pular dentro de um saco de estopa como batatas amestradas. Antes da diversão, o dever: o estudo bíblico, a oração e o hino que no despedia para a folia e diversão. Se algum desavisado sugerisse o contrário, lembravam-no de que igreja não é recreação e lazer.

Já fui testemunha também do outro extremo. Igrejas que têm eventos e mais eventos de toda sorte sem que os preletores e líderes exponham a Bíblia ou façam uma oraçãozinha sequer. Reuniões de casais sem estudo bíblico. Grupos pequenos de cristãos que comem pizza de portuguesa e calabresa durante anos sem meditar nas  escrituras uma única vez. Nem um salmo 23 para contar a história.

A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Colossenses 3:16)

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.  O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.(Filipenses 4:8-9)

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (I Coríntios 10:38)

A Bíblia não provê uma grade de programação para os eventos da igreja. Pouco importa se cantamos o hino antes ou depois da pipoca e se tem que haver oração ao apito final da pelada. As escrituras nos ensinam a glorificar a Deus em todo momento e fazermos coisas amáveis e de boa fama (luta de vale-tudo não!). Nossas ações e eventos devem ter intenção, execução e conclusão baseados na Bíblia. Logo, organizadores e responsáveis precisam habitar ricamente na Palavra.

Não é preciso que todo evento da igreja tenha  um estudo bíblico sobre doutrinas, mas elas devem estar na ponta da língua e no coração daqueles que vivem no cotidiano do organismo vivo chamado igreja. Como estimular relacionamentos sadios senão aprendermos baseados na escrituras o que é saudável segundo os parâmetros bíblicos?

Seja beber, comer ou jogar biribol, LEIA, APRENDA E FAÇA tudo para glória de Deus.

Quando você acha que não pode piorar

5 - dezembro, 2009

Quem vai ser o próximo gospel Global? Ed Rene Kivitz? Tem até campanha


Jorge Rehder

13 - novembro, 2009

Faleceu Jorge Rehder, no dia 8 de novembro:

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http://www.jorgerehder.com.br/

Rehder lutava há tempos contra o câncer.  Está melhor agora junto a Cristo.

Tristeza para os que ficam, família, amigos e admiradores de sua arte. Luto pela música brasileira que perde um dos poucos que ainda tinham compromisso com a Missão e Causa do Mestre.


Ausente por enquanto

4 - novembro, 2009

Enquanto ocupado com a recém-paternidade, aproveitem esse interessante post analisando as ladainhas de Rob Bell.

http://paoevinho.wordpress.com/2009/07/30/o-evangelho-diludo-de-rob-bell/

A forma pode parece interessante mas o conteúdo é anti-bíblico. No popular: “bonitinho porém ordinário”.

Em uma igreja “batista” grande da Zona Norte/Oeste de São Paulo (que não vou dizer o nome) Rob Bell e o seu “Velvet Elvis” é livro de cabeceira da liderança.

Quanta farofa!