Justificação

27 - julho, 2009

É disso que se trata justificação. Senão fosse por Ele estávamos na “roça”…

“Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.”  (Romanos 3:22-24)

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Gente que valoriza misericórdia e graça

15 - julho, 2009

O tópico mais importante nas linhas finais da carta de Paulo aos Romanos é o que ele fala sobre gente.

Faça um exercício nos capítulos 15 e 16 e procure aqueles que:

  • São irmãos na fé e valem mais como irmãos de sangue.
  • Estão sempre com você até nos momentos mais difíceis. Como na prisão ou no fundo do poço.
  • São como mães e pais não por parte genética, mas por carinho, cuidado e adoção.
  • Um casal que sempre coopera com você. São mão na roda e te ajudam no que você precisar.
  • Pessoas que amam trabalhar e servir ao Senhor. Não cansam trabalhando de forma exaustiva e alegre.
  • Os que não negam abrir a sua casa e preparar um café gostoso e um pão quentinho.

E infelizmente:

  • Aqueles que não querem servir a Deus mas sim massagear o seu ego.
  • Usam a igreja como meio de promoção pessoal ou ganância financeira.
  • Geram divisão e confusão pervertendo a sã doutrina.
  • Como disse Paulo: o deus dessa gentinha é o estômago!

Espero sempre encontrar essa gente graciosa que asperge misericórdia por causa de Jesus Cristo. Mais que isso, desejo que o Espírito de Deus me capacite para poder agir assim na vida das pessoas.

Deus me livre de encontrar essa gentinha que age como ministros de Satanás na igreja!

Deus me guarde de ser um deles!


Romanos 12: Renovar, reagir… relutante

8 - junho, 2009

Acho impressionante como alguns se dizem cristãos e pensam exatamente como antes. Não existe cristianismo sem uma total mudança de idéias, consciência e coração. É como se tudo que estivesse embaçado num fosco preto e branco ganhasse cores vivas.

Para alguns isso é quase instantâneo, a outros demora mais tempo. O importante é não se conformar com esse mundo malvado. Se todos são competitivos e agressivos eu não devo sucumbir a essa realidade que me obriga a ser sempre mais e melhor empurrados para uma competitividade destrutiva sob o risco de sermos rotulados (fracassado, acomodado, azarado, bipolar, depressivo, esquizofrênico?). Uma maquiavélica relação de causa e efeito que nos faz esquecer que depois da cruz um admirável mundo novo chegará em Jesus Cristo.

O Evangelho do Reino é assim: uma total mudança de visão. Não é expansão ou revisão de consciência como alguns neo-teólogos gostam de falar do púlpito de suas igrejas descoladas. É uma total renovação sem precedentes.

O que vem depois desta nova perspectiva cabe a nós sob a ministração do Espírito Santo.  Desde dons e talentos da mais diversa espécie a oportunidades de nos esbarramos por aí aspergindo e dispensando graça. Devemos reagir graciosamente lembrando do Deus que não hesitou em nos alcançar misericordiosamente. Precisamos fazer o bem incondicionalmente porque se Deus fizesse o contrário quem sabe onde estaríamos.

E como é difícil pagar o mal com o bem porque tem muita gente tosca no mundo que merecia mesmo queimar no inferno.

Assim como eu e você!


O Deus que vira a mesa (Romanos 11)

10 - maio, 2009

“Porque não quero irmãos que ignoreis este mistério…”

Hoje não é mais conveniente falar em Deus poderoso e atuante entre os evangélicos descolados. Para eles cheira a Teologia da Prosperidade, pentecostalismo barato e charlatanismo. Deus Todo Poderoso é colocado de lado como uma forma de convocar os homens a fazer o trabalho de Deus. 

Faz sentido. Afinal Deus já fez tudo que tinha que fazer certo? Efésios 1:3 diz que já temos todas as bênçãos celestiais e agora a bola é toda nossa. Compete a nós, cristãos abrir o jogo, driblar o zagueiro, descer para a área e fuzilar o goleiro. Podemos ter até um nome bonito para essa doutrina: Teologia Relacional. 

Uma leitura mais cuidadosa do capítulo 11 de Romanos diz que não é bem assim que a história termina. Deus ainda tem um projeto inacabado com Israel. Dado que deles são as alianças e essas ainda não foram cumpridas (se acha que foi, cabe a você o ônus da prova),  Deus restaurará Israel quando chegar a plenitude dos gentios.

Um absurdo sem dúvida. Deus escolhe um povo para representá-lo. Esse povo falha. Deus varre a nação de Israel do mapa (mas não o povo) e mais ainda, os endurece para que um outro povo (nós) que não foi escolhido alcance a sua misericórdia. 

E depois Deus ainda vai pegar esse povo desobediente, desprezado, cegado por Ele mesmo para restaurá-lo? Vai virar a mesa da história apenas para cumprir uma Aliança antiga? Não faz o mínimo sentido. Talvez essa Aliança tenha caducado (discuta com Gênesis 15), ou ainda, nós somos o cumprimento dessa Aliança…

Então brigue com Paulo e rasgue o capítulo 9, 10 e 11 de Romanos que faz uma distinção de tratamento entre nós e Israel. Por ser tão controverso alguns pastores ignoram o ensino desses textos. Talvez seja necessário também ignorar Jeremias 31, II Samuel 7 e ainda rasgar (ou espiritualizar com hermenêuticas duvidosas) Isaías e Ezequiel. Deste último livro, tire todas as passagens que dizem “e você saberá que eu sou o SENHOR”.

Talvez seja isso mesmo, queremos jogar sozinhos ignorando quem é o SENHOR. A decisão é sua: escolher viver glorificando e temendo (11:20) a Deus ou crer num deus relacional, uma vidinha bonita quase agnóstica.

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”


Deus ainda é soberano

2 - abril, 2009

Na luta entre o que penso e o que Deus acha frequentemente tenho ganho a batalha. Pelo menos nos arraiais terrenos e paupáveis.  Entre um livro velho que tem 2000 anos ou mais de idade (escrito numa cultura longínqua e obscura no tempo e espaço) e o que conheço por meio da era da informação pós-moderna, tenho escolhido a última porque me soa mais agradável, humana e por que não moralmente sustentável perante aos habitantes desse mundo.

O apóstolo Paulo também parecia ser um sujeito assim até que caiu do cavalo. Uns poderiam dizer que ele tem “sérios conflitos internos” mas creio que ele era realmente sincero consigo mesmo e sobretudo temente a Deus. Como observamos no que ele escreve em Romanos 9, uma coisa não anulava a outra:

Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne (Rm 9:1-3).

Este é o começo do grande texto de Paulo dissecando a relação entre a infalível e arbitrária soberania de Deus face a rejeição (temporária) de Israel como povo de Deus. Essa é uma verdade que Paulo “odiava” com grande angústia em seu íntimo. Mais que uma dissertação, este capítulo é um registro da conversa de Paulo com o Espírito Santo a cerca da soberania de Deus, dos reais motivos do fracasso de Israel em ser povo de Deus e de porque afinal hoje eu e você temos a graça de estarmos conversando sobre Deus e sua soberania milhares de anos depois.

Algumas verdades bíblicas são difíceis de ser engolidas mesmo. Pensar no Deus amoroso construindo vasos de ira não é aceitável no conceito divino de nossa época. Como pode Deus cobrar justiça do homem se ele endurece o coração de sua vítima e depois a condena? Que Deus é esse que faz o que quer como e onde quer sem levar em consideração a vontade e o sofrimento do homem?

Essa é uma forma de pensar que muitos tem escolhido durante todos esses séculos desde que Deus se revelou à humanidade. Dos profetas a Jesus, Deus sempre foi trocado por bezerros de ouro ou colocado no banco dos réus. Um raciocínio exercido seja por cristãos, ateus, pseudo-cristãos ou quase ateus.

Um outro caminho é fazer como Paulo e reconhecer que Deus é soberano. Que ele pode fazer e desfazer todas as coisas conforme lhe agrada.

E aí como o apóstolo no seu diálogo de Romanos 9, começaremos a ver a beleza da vontade e do  propósito divinos. Entenderemos como Deus conservou e guardou um povo rebelde para dele formar um remanescente fiel. Quem sabe finalmente deixaremos de conceber em nossas mentes um deus contraditório para amar de coração ao Deus gracioso que por meio da sua misericórdia permite que sejamos justificados pela fé na obra de seu Filho Jesus.

Nesse dia deixaremos a “falácia frívola” de lado para finalmente entender (e aplicar) biblicamente o que mais importa: amar obedecendo a Deus.


A maldição da fé genérica

1 - novembro, 2008

O apóstolo Paulo em sua carta à igreja de Roma deixa claro que a justificação é pela fé. Por justificação entenda-se permanecer justo perante Deus. Não existe nenhum outro artifício para isso. Nada de religião, caridade ou hereditariedade. É somente e tão somente a fé.

Se a questão central é a fé, precisamos então defini-la. E grande é o problema.

Nossa geração é razoavelmente burra em definições. Graças às psicologias, filosofias, sociologias e outras “-logias” as palavras perderam a sua definição. Os barbudinhos das ciências humanas gostam de resignificar, analisar e buscar definições mais profundas. Para piorar a situação, os pensadores cristãos pós-modernos compraram as idéias dos “logismos” e decidiram trocar o significado da fé bíblica pela maldita fé genérica.

Não vou tentar buscar um significado bíblico definitivo para a fé. Existe gente muito mais competente fazendo isso. Teólogos sérios com vidas dedicadas servindo a Cristo, deixo para eles.

O que tento fazer sem muito sucesso é imitá-los. Esses por sua vez tentam imitar outros, começando por Abraão, Moisés, Raabe, Elias, Paulo, TImóteo. Homens tão falíveis quanto nós mas que viveram a fé.

O caminho da fé genérica de nossos dias passa pela crença no imponderável, superstição, mandingas e incoerência.

A fé suada e vivida é uma decisão, que resulta numa ação. Continuar a caminhada de fé é um exercício de perseverança. A nossa motivação é a esperança em Cristo Jesus que nos dá paz e alegria.


O ignorante, o religioso e o Justo

25 - setembro, 2008

O livro de Romanos em seus primeiros três capítulos fornece respostas às perguntas que sempre estão associadas às religiões:

  • Qual a nossa situação em relação a Deus?
  • O que precisamos ou podemos fazer para ficar mais próximos a Deus?
  • Por que alguns sentem falta de Deus? Por que outros simplesmente o ignoram? Qual a diferença entre eles e o que Deus pensa de ambos?

Muitos são ignorantes em relação a Deus, se quer desconfiam de sua vontade e justiça. Como diz Romanos 1, são indesculpáveis porque deliberadamente escolheram não glorificar a Deus e o substituíram por toda sorte de pensamentos e teorias. O errado lhes pareceu certo pois substituíram Deus pelas suas vontades e paixões (chamados religiosamente de ídolos).

Diversas teorias religiosas como o Budismo e o Espiritismo tentam livrar a cara do ignorante. É um coitado, desinformado em relação a Deus e portanto sem culpa perante a ira do Criador Justo. Pode até parecer razoável aos olhos politicamente corretos de nossa época. Infelizmente (?), o apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito não concorda com tais teorias.

Melhor estão os religiosos que buscam a Deus certo? Afinal eles estão no caminho correto tentando glorificar a Deus por meio de regras éticas, caridade e altruísmo. Os judaico-cristãos questionariam sem pestanejar: “Depende. Tem que ser o Deus certo, com as regras corretas que chamamos de Lei de Moisés”.

Romanos capítulo 2 não alivia o tom de crítica aos religiosos. Não adianta nada ser o “povo escolhido de Deus” e julgar o próximo por meio da opressão como disse o próprio Jesus aos fariseus. É inútil se gloriar no conhecimento da Lei judaica mas não praticá-la. Guia de cegos é a palavra escolhida por Jesus e o apóstolo Paulo.

Então quem é justo? O final do capítulo 2 parece apontar para aquele que é “circuncidado no coração”. Ou seja, aquele que obedece e cumpre verdadeiramente a Lei de Deus. Problema resolvido?

Não, porque eu não conheço ninguém que cumpra toda a Lei (você conhece?). O capítulo 3 reforça que não há um justo sequer e que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O quadro pintado em Romanos 1 de uma humanidade que escolheu trocar Deus pelas suas paixões mostras as suas cores: violência, mentira e ruína. Oh, e agora? Quem poderá nos defender?

A Justiça não pode vir pela obediência da Lei. Ela vêm por meio da fé na obra de Jesus Cristo. A sua morte na cruz e sua ressurreição foram a solução para nossa maldade e incapacidade de obedecer a Deus no cumprimento da Lei.

Um professor de Teologia deu uma definição brilhante sobre a salvação: é pela fé, por causa da graça de Deus e por meio da obra de Jesus Cristo. É a resposta definitiva e suficiente para as três perguntas do início desse texto.