Ortodoxia generosa ou desastrosa?

18 - abril, 2010

“Jesus não tinha uma declaração de fé”
– do site
emergent us

A nova moda entre as igrejas que mais bombam nesse Brasil é jogar a declaração de fé no lixo. Uma igreja leve e pós-moderna que não ousa se colocar entre as ovelhas e Cristo. Quanto menos governo, regras e normas melhor. Vamos limpar o terreiro e dançar ao som da ortodoxia generosa.

Primeiro removeram a reverência. Depois a pontualidade e a fidelidade nas ordenanças. Ceia? Pra quê? Batismo? Blargh! Ir no culto ao domingo? Que importa? Deus está em todo lugar não é mesmo? Por que não se importaria de ficar ao meu lado enquanto assisto o Esporte Espetacular estirado no sofazão?

Assembléias, dízimos, serviço na igreja, escola domincal. Tudo para debaixo do tapete. Ouvi de um pastor da Teologia Batista da Libertação ao questioná-lo sobre a assiduidade dominical: “Vá viver a vida”. Deveriam colher um depoimento dele e colocar em uma das novelas do Manoel Carlos.

Nossas igrejas resumiram-se a um show musical finalizado por uma grande palestra motivacional realizada por um pregador celebridade Gospel. Agora removeram o último bastião que separa os cristãos protestantes do resto da maçaroca religiosa que se diz cristã. Sim, a declaração de fé!

Pois os emergentes americanos não perderam tempo e a retiraram de campo. Nós tupiniquins ignorantes que pousamos de latino-americanos revolucionários papagaiamos as idéias deles e as pioramos quando temos algum espaço e criatividade. Várias comunidades (famosas ou não) removeram a “declaração de fé” por a acharem inadequada, opressora e invasiva.

Talvez eles tenham que se entender com o Novo Testamento. A igreja primitiva não se cansava de se reunir para estabelecer regras e procedimentos para viver melhor e cumprir a sua missão (leia o livro de Atos). Paulo lista requisitos indispensáveis para os líderes nas cartas pastorais (Timóteo, Tito) e também o que fazer com cristãos não-ortodoxos (I Coríntios 5). Critérios de exclusão da comunidade dos salvos foram deixados claros e cristalinos por Jesus em Mateus 18.

Justo esse que os emergentes dizem que não tinha declaração de fé!

Talvez eles não queiram mesmo se entender com a Bíblia. Os argumentos da Palavra e a voz do Espírito já estão muito empoeirados debaixo de tanta Filosofia, Psicologia e Sociologia. Talvez haja esperança, talvez seja perda de tempo. Eles há muito tempo deixaram de seguir as Escrituras como única e suficiente fonte para o ensino e a disciplina. Estão todos na mesma lama: neo-pentecostais universais, pentecostais do horário nobre comprado, betesdenses-globais e batistas-psico-sociólogos.

Espécies que habitam uma arca de Noé inversa na qual quem embarca uma hora naufragará.

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A religião que troca as lâmpadas

23 - março, 2009

Recebi isto por e-mail. Não é da minha autoria mas é bem engraçado (e um pouco maldoso também)

Um pequeno resumo bastante tendencioso das várias vertentes teológicas. 
Espero não ter esquecido de ninguém…

1 – Quantos carismáticos são necessários para trocar uma lâmpada?
Três. Um para expulsar a lâmpada e dois para segurar quando ela cair.

2 – Quantos calvinistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Se Deus predestinou a troca, ela vai acontecer.

3 – Quantos arminianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Um, mas antes disso a lâmpada precisar desejar ser trocada.

4 – Quantos luteranos são necessários para trocar uma lâmpada?
Trocar? Por que trocar? Não está bom assim?

5 – Quantos neo-ortodoxos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Eles não sabem a diferença entre luz e escuridão mesmo…

6 – Quantos tele-evangelistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Apenas um. Mas para que essa mensagem de luz possa continuar envie sua contribuição para…

7 – Quantos liberais são necessários para trocar uma lâmpada?
Pelo menos dez, já que eles precisam ter um debate sobre a existência ou não da lâmpada. Mesmo que eles venham a concordar com a existência da lâmpada, eles podem não querer trocá-la com medo de alienar aqueles que preferem outras formas de iluminação.

8 – Quantos católicos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Eles ainda usam velas.

9 – Quantos metodistas unidos são necessários para trocar uma lâmpada?
.Eles emitiram o seguinte comunicado: “Decidimos não fazer uma declaração nem a favor nem contra a necessidade de se ter uma lâmpada. No entanto, se você, em sua jornada pela vida, perceber que a lâmpada funciona para você, está tudo muito bem. Você está convidado a escrever um poema ou uma canção sobre seu relacionamento com a lâmpada (ou fonte de luz, ou fonte de não-escuridão) e apresentar no próximo culto da lâmpada, no qual vamos explorar outras formas também válidas de luminescência”.

10 – Quantos Amishs são necessários para trocar uma lâmpada?
Lâmpada? O que é uma lâmpada?

11 – Quantos Batistas do Sul são necessários para trocar uma lâmpada?
Cento e nove!!! Sete no sub-comitê para a Força Tarefa da Lâmpada, que reportam para os doze da Força Tarefa da Lâmpada (FTL), recomendados pelos 15 da junta organizadora. Sua recomendação é revista pelos cinco do comitê financeiro executivo, que colocam a solicitação na agenda dos 18 membros do comitê financeiro. Se for aprovado, eles solicitam uma monção para os 27 membros da junta da igreja, que apontam outros 12 membros para o comitê de revisão. Se eles recomendarem para a junta da igreja continue, uma resolução é levada para a reunião executiva da congregação. Eles apontam outros oito para o comitê de revisão. Se eles recomendarem na próxima reunião executiva congregacional a aprovação e a congregação votar a favor, a responsabilidade é entregue a junta organizadora, que aponta um comitê de sete membros para achar o melhor preço para a lâmpada. Sua indicação de qual loja possui o preço deve ser aprovado pelos 23 membros da comissão de ética, para garantir que essa loja não possui qualquer ligação com a Disney. Eles então reportam para a junta organizadora, que comunica o zelador, solicitando a troca. Nesse momento, o zelador descobre que mais uma lâmpada acaba de queimar…

12 – Quantos nazarenos são necessários para trocar uma lâmpada?
Seis. Uma mulher para trocar e cinco homens para discutir as políticas de iluminação da igreja.

13 – Quantas testemunhas de Jeová são necessários para trocar uma lâmpada?
Duas. Mas eles nunca conseguem chegar à sala, já que sempre que batem na porta ninguém está.

14 – Quantos mórmons são necessários para trocar uma lâmpada?
Cinco. Um homem para trocar e quatro esposas para dizer como fazê-lo.

15 – Quantos ateus são necessários para trocar uma lâmpada?
Cinco. Um para escrever um livro sobre a não existência da lâmpada, um para levantar recursos para uma pesquisa sobre como a lâmpada levou bilhões de anos para evoluir e outros três para negar a existência da eletricidade como fonte original da luz.

16 – Quantos adventistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Apenas um, desde que não seja no sábado.

17 – Quantos episcopais são necessários para trocar uma lâmpada?
Dez. Um para trocar e nove para dizer que sentem saudade da antiga lâmpada.

E em homenagem a terra dos favoritos para ganhar o Six Nations:
18 – Quantos irlandeses são necessários para trocar uma lâmpada?
Dez. Um para trocar a lâmpada e nove para beber até a sala começar a girar.


Batistas capitalistas

12 - outubro, 2008

Olha só o que eu achei no site da convenção batista brasileira:

Cartão Batista Visa
O Cartão de Crédito Batista foi desenvolvido com o objetivo de contribuir para os projetos batistas definidos pelo Fundo Novas Fronteiras.

http://www.bradescocartoes.com.br/conteudo/cartoes/CartaoDetalhe.aspx?id=90&paramPag=EntidadesReligiosas

Não vou discutir se os meios de arrecadação são lícitos. Se afinal órgão religiosos ilibados como a Igreja Universal e a Renascer podem ter máquinas de cartão de débito em suas celebrações para arrecadação de dízimo, por que os batistas brasileiros não podem ter um cartão de crédito personalizado?

Uma pena que não vejo o mesmo empenho capitalista da Convenção no amparo ao Lar Batista de Crianças que está entregue a ingerência, o abandono e o caos.


O descolado e o batista

26 - agosto, 2008

A eleição americana está agitando o mundo evangélico americano. Quando se trata de política e religião nos “Esteitis”, tudo é bipolar e antagônico. Republicanos contra democratas, teologias liberais contra conservadoras, invadir países árabes ou ocupar países árabes.

No mais recente front, temos a rinha de galo entre Obama (o descolado) e Mc Cain (o batista). A Igreja evangélica americana já depositou as suas fichas:

Téologos liberais da emerging chuch como Brian Mclaren escolheram Obama.

Os teólogos conservadores (incluindo os que acham que os EUA são a nova Israel e devem sair ocupando o Universo) desconfiadamente optaram por seu cavaleiro republicano.

Curioso é como os dois lados abraçam seus candidatos. Os liberais-emergentes enxergam em Obama uma resposta para a falta de engajamento político da cristandade americana. É uma versão americana-gospel da “esperança venceu o medo” da eleição de Lula em 2002. Articulado, pós-moderno e ainda cristão, cai como uma luva para as pretensões diluídas e quase ecumênicas do emerging-church.

Os Conservadores ainda não engoliram Mc Cain. Preferiam um paladino conservador que os levasse vitoriosos na cruzada contra gays, árabes, imigrantes latinos e todos que possam ameaçar os valores do “american way of life”.

Já começo a não achar tão ruim escolher entre Marta, Maluf, Alckmin e Kassab.


American Way of Church

30 - junho, 2008

Rick Warren vem para o Brasil. O papa da Igreja com Propósitos adotada por grandes igrejas batistas como PIB de São José dos Campos e I.B. do Morumbi estará no Brasil no dia 21 de julho. Mais informações em:

http://virtualtarget.plugin.com.br/index.php/DmaPreview?1355,20,69861,aac6832f005a41da437a0b1e9ce0b2b3

Será no Credicard Hall onde astros como Deep Purple e Maria Rita fazem seu show.

Quantas toalhas brancas a equipe de apoio vai ter que providenciar?


Os novos batistas

10 - abril, 2008

Ouvi falar de um professor do SBPV que figurões do partido democrata americano queriam fazer uma “nova aliança batista”.

Navegando por sítios da terra do Tio Sam encontrei algo interessante:

http://www.christianpost.com/article/20070109/24871.htm

Entre os nomes encontram-se Carter e Clinton dois ex-presidentes. A idéia dos ditos cujos é tirar do ideal popular que batistas são seres extremamente conservadores. Segundo o próprio Carter a idéia é “conversar e dialogar juntos para criar uma autêntica voz profética nesses tempos modernos”.

Alguns acham que pontos desse diálogo podem incluir questões polêmicas como aborto, casamento homossexual e pena de morte (pontos de divergência tradicionais entre democratas e republicanos). O próprio Carter já acenou positivamente em relação ao casamento homossexual:

http://www.christianpost.com/article/20061013/25210.htm

Ah, adivinhem se os fundamentalistas da Convenção Batista do Sul entraram nessa?

P.S. Este humilde recém-batista que vos “bloga” pensa que tudo isso é cortina de fumaça por causa da campanha presidencial 🙂