Passo #1: Como os gregos e etruscos questione tudo filosoficamente e coloque as Escrituras contra a parede.

11 - abril, 2010

“O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são”
(Aristóteles numa tarde quente de verão na Grécia antiga)


O sobrenatural ou espiritual está aí. Você pode ser um ateu radical que nega isso, mas ao fazê-lo você ao menos já percebeu que existe algo além do que vimos e pegamos. O homem desde o princípio tenta explicar como se dá essa relação entre o homem e o divino. Onde estará a linha entre o lado de cá e o de lá? O material e o sobrenatural, o tangível e o intangível?

Ninguém mais acredita na Hermenêutica e na existência dos autores bíblicos.
Nem o Pato Donald.

Sobre isso a Bíblia diz que no começo Deus andava no jardim próximo ao homem e que isso durou pouco (Gênesis 3:8). Nem o Saci acredita mais nessa história de Adão, Eva, Éden, Serpente, Dilúvio. Há igrejas mais modernas que ensinam que Noé foi um mito como o Hércules e o Pato Donald. Coisa chique, afinal não cai bem à Igreja ficar ensinando fábulas todo domingo.

Seguindo esse último exemplo percebi que o ateísmo evangélico para ser relevante precisa ler a Bíblia com outros olhos. Antigamente a boa Hermenêutica (ciência da interpretação) dizia que a intenção autoral era importantíssima para se extrair o sentido literal do texto. Inútil! Os autores do Antigo Testamento (Moisés, Samuel, Daniel) também são tratados com descrédito e considerados mito. Ninguém mais acredita na Hermenêutica e na existência dos autores bíblicos. Nem o Pato Donald.

Existe gente que pode embasar melhor as nossas idéias a cerca da Bíblia. Contra esses nada se pode dizer. Eles são senso e consenso comum, fazem parte do panteão da sabedoria humana. É uma velha tática de legitimação: use gente antiga (de preferência morta há muito tempo) para rubricar as suas idéias.

O segredo desses homens era questionar tudo para enfim ver a luz da razão. Questionem tudo e coloquem o próprio Deus no banco dos réus.

Sob esses requisitos os pensadores gregos são perfeitos. Esses iluminados praticamente inventaram o pensamento humano. Gostaria de estar lá para saber como foi o processo de invenção da razão e pensamentos humanos. Que métodos? Que experimentos? Incrível que numa tarde de verão na Grécia meia duzia de filósofos tenham inventado o pensamento humano.

Sim! Invoquemos Platão, Aristóteles e Sócrates. Eles sim podem extrair da Bíblia com a sua filosofia ensinamentos a respeito da verdade, da justiça e do bem para cumprir o nosso ideal  platônico. Podemos com a ajuda de Aristóteles extrair verdades espirituais antes  ocultas no meio da letra e experimentar um estado de maravilhamento quando finalmente perguntaremos: “Como ninguém percebeu isso antes? De onde esse pastor conseguiu extrair um sentido tão espiritual para esse versículo?”

O segredo desses homens era questionar tudo para enfim ver a luz da razão. Nada deverá ser poupado nesse processo. Questionem as doutrinas, o Corpo de Cristo, a salvação em Jesus e coloquem o próprio Deus no banco dos réus. Afinal foi assim que gregos e etruscos com suas caravelas saíram do mito ao maravilhamento humanista.

Por fim, três mitos que devem ser derrubados nesse seu primeiro passo rumo ao ateísmo evangélico:

1. Há coisas na Bíblia que não podem ser compreendidas: entenda tudo nesse mundo e além pela sua razão como 2+2 são 4 (lembre-se dos gregos e etruscos).

Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:do pecado, porque não crêem em mim;da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir (João 16:8-13).
2. A Bíblia e os seus ensinamentos são literais:  será que os autores bíblicos não tinham motivações políticas, sociais e obscuras ao escrever os textos? Você acha que Deus ia querer matar os egípcios, amalequitas e os filisteus? Você ainda pensa que Israel era povo escolhido mesmo ou já se convenceu de que puxaram a sardinha para a sua brasa? E você acha que Paulo mesmo perseguido obedecia às autoridades ou esse foi um “jeitinho romano” para que as suas cartas circulassem livramente?
Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 9:14-15)
Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição. (Romanos 9:20-22)
3. O ensino dos apóstolos no Novo Testamento é a agenda da igreja atual: outro equívoco. Quem imagina nos dias de hoje repartir os bens para que alguns não passem fome? Não é absurdo e ultrajante alguns deixarem de comer carne por amor ao proximo ou as mulheres serem submissas aos seus maridos e permanecerem caladas? E a confissão de pecados? Coisa mais inconveniente e invasiva não acha?
Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. (Gálatas 1:6-9)
Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. (Efésios 2:19-22)
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. (Colossenses 2:8)

Se quiser mistificar a Bíblia e sua história não leia as passagens.

Pare de ler a Bíblia e tudo ficará mistificado num piscar de olhos!

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, (II Coríntios 10:5)

Anúncios

Deus faz piada da sabedoria humana

25 - janeiro, 2010

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (I Coríntios 1:18-20)

É possível conciliar o conhecimento humano e a sabedoria de Deus expressa nas escrituras? Como perguntaria um filósofo: O que tem Atenas a ver com Jerusalém?

Podemos olhar para a Bíblia com os olhos de quem lê a Veja e a Super Interessante? Um PHD pode apenas com seu labor entender a mensagem da salvação contida nas escrituras? O mais eminente sábio da Sorbonne consegue descobrir verdades a cerca das relações humanas e Deus a partir da Psicologia, Filosofia e Sociologia?

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo (I Coríntios 2:12-16).

A resposta é não. Toda sabedoria do mundo não é suficiente para convencer da verdade e do juízo. Somente aqueles que tem o Espírito de Deus conhecem a sabedoria de Deus. -sofia ou -logia nenhuma pode levar alguém a conhecer a Deus. A sabedoria divina é acessível a todos que tem acesso ao Espírito… incluindo os humildes e os ignorantes e os que tem mestrado e doutorado em coisa alguma.

A humildade é condição sem concessão ao Reino de Deus. Do iletrado ao estudioso, assalariado ou zilhardário. Há miseráveis de espírito e conta bancária. Alguns poucos ricos nas finanças e no galardão divino. A diferença? No pensar e no agir… Sempre para Cristo, sempre para a sua glória.

Os bem-aventurados tem a mente de Cristo, continuará você a acreditar na Veja?


Teodicéia: BLARGH

18 - janeiro, 2010

Pronto! Um desastre horrível e as pessoas ficam questionando a Deus, seu poder e soberania. Se você quer atribular seu coração ao invés de se compadecer com a dor dos haitianos, leia a coluna mala sem alça da Folha.

Ao menos o autor do texto é um  jornalista ateu e não um proeminente pastor de uma igreja batista ou da assembléia de Deus infelizmente ainda ouvido por muitos:

14/01/2010
Deus e a terra

Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir –ou pelo menos permitir– tanto sofrimento?
O problema da teodiceia, que assombra os filósofos há séculos, já foi aplicado a movimentos de placas tectônicas. Em fins do século 18, época em que o hoje miserável Haiti ainda era a “pérola das Antilhas”, a mais rica colônia do Novo Mundo, Voltaire e Rousseau se engalfinhavam na célebre polêmica do terremoto de Lisboa, que já explorei em outras colunas, mas retomo aqui para que a tragédia haitiana pelo menos nos forneça material de reflexão.
Em 1755, mais precisamente às 9h40 do dia 1º de novembro, um grande sismo atingiu a cidade de Lisboa, então a quarta maior da Europa. Era Dia de Todos os Santos e, por isso, a maioria dos moradores estava na missa. Muitos morreram sob os escombros de igrejas que ruíram. As áreas baixas da cidade foram rapidamente engolidas por ondas gigantescas. Como se não bastasse, seguiu-se um terrível incêndio, que destruiu boa parte do que havia sido poupado pelo tremor. O fogo durou seis dias. O total de mortos ficou entre 30 mil e 70 mil.
Além dos alicerces de Lisboa esse megassismo fez tremer o fervilhante mundo intelectual do século 18. Vinte e três dias após a tragédia, Voltaire, o pseudônimo de François-Marie Arouet (1694-1778), publicou seu “Poema sobre o Desastre de Lisboa”, cujo subtítulo é: “ou o exame do axioma: ‘tudo está bem'”. De seus versos emerge uma boa dose de indignação: “É preciso dizer: o mal está na terra:/ Seu princípio secreto é desconhecido/ Do autor de todo bem terá ele partido?”.
Com efeito, a contradição entre a ideia de um bem absoluto e o mal visível é conhecida desde a Antiguidade. Atribui-se a Epicuro o seguinte dilema: Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal –e não é benevolente– ou não pode fazê-lo –e não é onipotente. (Poderíamos, é verdade, reduzir o dilema a um problema de linguagem e, portanto, a um falso paradoxo: a questão é insolúvel porque foi mal formulada; não posso exigir nem de um Ser Supremo que aja contraditoriamente. Mas, com essa interpretação, perderíamos toda a graça do debate metafísico).
A dificuldade levou teólogos e filósofos cristãos a reduzir o mal a uma aparência. Quando achamos que algo representa o mal, na verdade, estamos fazendo uma leitura equivocada do fenômeno. Nós, humanos, não podemos, como Deus, enxergar as coisas em suas reais dimensões. Não podemos dizer que alguém sofre injustamente se não conhecemos, como Deus, todos os seus pecados. Tampouco sabemos quais são os planos divinos para o futuro. O que hoje parece o mal poderá ser compensado no futuro. Depois, não devemos nos limitar ao plano individual. Deus pensa grande –ocupa-se de toda a Criação–, e certos sacrifícios são necessários.
O texto de Voltaire é, na verdade, uma crítica a sistemas que postulam um certo otimismo filosófico. Os alvos são o alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) e, em menor escala, o inglês Alexander Pope (1688-1744), que versificou e popularizou ideias do alemão. Num resumo extremamente grosseiro, o filósofo tedesco leva o racionalismo teológico às últimas consequências e postula que o mundo em que vivemos é o melhor dos mundos possíveis. O Deus sábio e necessário –e, portanto, existente–, dentre todos os mundos possíveis, criou o melhor de todos. Tudo está bem.
Quem leu o “Poema” e não gostou foi Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). A resposta veio em 18 de agosto de 1756 sob a forma de carta, a “Lettre sur la Providence”. Aí o bom Jean-Jacques, para isentar o bom Deus e a gentil mãe-natureza de toda a culpa, prefere atribuí-la aos homens. Como bem observa o cidadão genebrino, não foi a natureza que, numa área relativamente exígua “reuniu 20 mil casas de seis ou sete andares”. Ele vai ainda mais além e pergunta-se “quantos infelizes pereceram neste desastre, porque quiseram pegar, um suas roupas, outro, sua papelada, outro, seu dinheiro?”.
Embora hoje pareça óbvio que as consequências de um terremoto –ou mesmo de um furacão, uma enchente e vários outros desastres “naturais”– são inseparáveis do tipo de sociedade na qual ocorre a tragédia, essa era uma ideia original no século 18. Vários autores veem aí o surgimento da abordagem sociológica desse tipo de fenômeno.
De um modo geral, concordo com Voltaire e Rousseau. Sei que, com essa confissão, corro o risco de ser acusado de tucano, mas não creio que as duas leituras sejam mutuamente excludentes. É perfeitamente possível concluir que erros na ocupação do solo respondem por boa parte dos estragos provocados por terremotos e, ao mesmo tempo, que a ideia de uma Providência benfazeja e onipotente apresenta problemas.
O interessante aqui é que, quaisquer que sejam nossas inclinações, não ficamos indiferentes a tragédias como a do Haiti e rapidamente nos colocamos a procurar respostas. De algum modo, precisamos encontrar explicações –e de preferência culpados– que julguemos satisfatórias para tamanho desperdício de vidas. Daí que buscamos identificar padrões, sejam eles herméticos, como no caso dos insondáveis planos de Deus, ou plenamente racionais, como na hipótese de mau uso do terreno. Se há uma ideia que se nos afigura insuportável é a de que tanta destruição possa ser apenas fruto de um movimento aleatório e imprevisível. É justamente para combater a ideia de que o acaso (e com ele a ausência de propósito) está no comando que, suspeito, criamos a noção de Deus.

Conhecer a Deus: a chave para o sucesso

16 - janeiro, 2010

Ah, chavões e frases de efeito. Gostamos muito de frases e soluções prontas:

  • Cinco passos para…
  • Seja/faça (o que você quiser) em 40 dias.
  • Como (fazer/ter/ser algo bom) sem (o preço ou ônus).
  • A chave do sucesso para…
  • (algo que você quer mudar) de alta-performance.

Apresento agora a solução definitiva para conhecer mais a Deus. Sem auto-ajuda ou receitas de bolo batidas (trocadilho). Só texto bíblico inspirado por Deus, método fora de moda nesses dias descolados…

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós (I João 1:6-8).

Vou-lhe contar algo que os olhos já não podem ver: se quer conhecer mais a Deus é importante saber exatamente QUEM VOCÊ É: um pecador miserável que carece de Deus. Isso mesmo! Você não é nada e está condenado a viver para sempre de forma miserável. Você sozinho não pode agradar a Deus mesmo que tente até transpirar sangue. Torço para que perceba isso o quanto antes.

Se você já sabe disso, está apto a conhecer a Deus.

Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro (I João 2:1-2).

Essa é a boa notícia. Na verdade a melhor que foi contada nos últimos 2000 anos. Jesus Cristo morreu por todos os miseráveis pecadores (eu e você) e não temos mais culpa.  O que João quis carinhosamente explicar foi que ao conhecer mais a Deus há a triste possibilidade de ainda pecar. Devemos lembrar QUEM Jesus É e o que ELE fez por nós.

Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou (I João 2:4-6).

Infelizmente nesses dias maus seremos facilmente enganados a pensar que Jesus não é suficiente e que existe mais coisas debaixo do céu e da terra do que foi revelado na Bíblia. Sejam os problemas da vida ou os enganos de nossa era pós-moderna tudo nos empurrará para o descrédito e o ceticismo. Perceberemos o inevitável: a vida é feia, feita por gente feia que só quer ganhar dinheiro.

Nessas horas sombrias precisamos voltar e lembrar da PALAVRA. Lembrarmos de como Jesus e os apóstolos viveram. Respirar e transpirar os ensinos e princípios bíblicos. Isso é guardar os mandamentos de Jesus. Coisas  que vão além da Escola Dominical e do púlpito de todo santo domingo.

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (I João 2:14-17).

Voltando às frases de efeito a chave para o sucesso é PERMANECER. Lembrar que tudo é passageiro. As ambições e os desejos carnais. O esportivo vermelho rasgando o vento; o olhar da coisa mais linda que vem e que passa num balançado que é mais que um poema; o seu time no centenário ganhando o torneio continental.

Todas essas coisas passam. Deus e sua palavra permanecem. Ele convida os seus a PERMANECEREM.


O papa dos emergentes?

29 - agosto, 2009

Olha só a entrevista do Cristianismo Hoje com o John Stott:

http://cristianismohoje.com.br/ch/evangelismo-com-um-toque-a-mais/

Não acho que o John Stott mostrou uma dita “veia emergente” nessa entrevista. Ele pelo menos teve o cuidado de enfatizar a importância das escrituras sobretudo como único testemunho fiel a respeito de Cristo.

Que bom! Pena que alguns e  outros não são tão zelosos.

A linha editorial de uma mídia impressa expressa os seus valores, ou seja, no que ela acredita fielmente.

A Cristianismo Hoje tenta de todas as formas tirar palavras de seus entrevistados que coloquem em xeque a veracidade das Escrituras, o cânon apostólico e a supremacia de Cristo e de seu Evangelho.

Felizmente pelo menos dessa vez o John Stott não caiu nessa. Pena que outros caíram!


Vale tudo ou não vale?

30 - julho, 2009

Ouvi de um pastor “celebridade gospel” que podemos flexibilizar a “lei” com a prerrogativa de aumentar a fileira de fiéis na igreja. O que poderíamos chamar de evangelho super-inclusivo e sem restrições. E aí? Será que vale tudo mesmo?

Será a lei de Deus e sua Palavra (quando ele fala sobre lei, ele não se restringe ao Pentateuco)  cabível de flexibilização em nome da propagação do evangelho? Será que devemos confiar em nossa consciência e bom senso para julgar quando obedecer ou não? Devemos ignorar II Timóteo 3:16 e toda as ordenanças normativas da Bíblia?

Segundo esse pastor devemos “obedecer a nossa consciência regenerada”. Quem segue a lei sempre é “tolo ou infantil”. Os que conseguem flexibilizar a lei em nome da inserção são  “santos e maduros”.

Então sou tolo, infantil e imaturo… Precisando ainda muito de Jesus como o próprio apóstolo Pedro disse:

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.

(I Pedro 1:22-25)


Cristianismo com algo a mais

19 - maio, 2009

Sem graça porém engraçado. Ou ao menos curioso.
Fé com virtude, mas sem conhecimento na Palavra.
Fé em quem mesmo? Ah, Deus… Todo Poderoso?
Não mais, já dizem que ele é fraquinho, maltrapilho, generoso.

Outro Cristianismo!

Cristianismo sempre com algo a mais.
Com relacionamento, com envolvimento.
Cristianismo com psicologia, com sociologia.
Com crítica histórica, com muita fé.

Em quem mesmo? No homem.

Porque Cristianismo só com Cristo não é relevante,
empolgante, contagiante, fascinante.
Não é contundente, envolvente…

Tristemente emergente.

E sem graça mesmo.